Dilma diz que Tesouro irá bancar queda adicional da tarifa elétrica
BRASÍLIA, 6 Dez (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff assegurou nesta quinta-feira que o Tesouro Nacional irá bancar a diferença da tarifa de energia elétrica para que o percentual de queda da conta de luz no próximo ano seja o prometido pelo governo, apesar da adesão parcial das empresas de geração.
Em discurso no lançamento do plano de investimento para o setor de portos, Dilma voltou a criticar as empresas que se negaram a renovar antecipadamente as concessões e a ressaltar que o país precisa de energia mais barata.
"Nós tivemos não colaboradores nessa missão, e quando você tem não colaboradores, os não colaboradores deixam no seu rastro uma falta de recursos", disse a presidente.
"Essa falta de recursos vai ser bancada pelo Tesouro do governo federal" acrescentou.
Mais tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse a jornalistas que ainda não há uma decisão sobre a participação adicional do Tesouro no programa de redução das tarifas de energia elétrica.
O governo anunciou em setembro um plano de redução, em média, de 20,2 por cento das tarifas a partir do próximo ano, que previa a renovação antecipada e condicionada das concessões elétricas que vencem entre 2015 e 2017.
Mas o plano do governo foi frustrado com a recusa das empresas estatais estaduais Cesp, Cemig e Copel em aceitar a renovação das concessões. Com isso, a redução média das tarifas ficou em 16,7 por cento.
O governo reagiu à recusa das empresas com ataque, culpando os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, todos comandados pelo PSDB --principal partido de oposição ao governo federal--, pelo fato de suas respectivas estatais não terem aderido à prorrogação na geração de energia.
"Fizemos uma proposta de reduzir o preço da energia elétrica, essa proposta não foi feita com o chapéu alheio, esse chapéu que nós estamos usando é de todos os brasileiros, porque é deles que é a energia elétrica, eles pagaram por isso", disse a presidente. Continuação...

