Partidos buscam vantagem diante de "abismo fiscal" iminente nos EUA

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 20:50 BRST
 

Por Thomas Ferraro e Richard Cowan

WASHINGTON, 6 Dez (Reuters) - À medida que se aproxima o fim do prazo, as discussões sobre o abismo fiscal norte-americano se concentraram nesta quinta-feira em uma disputa renovada sobre aumento do teto de endividamento dos Estados Unidos, enquanto democratas e republicanos buscavam uma vantagem política e de relações públicas.

Uma ampla disputa partidária processual irrompeu no Senado norte-americano quando republicanos propor uma votação sobre o teto da dívida, em um aparente esforço para reposicionar o debate em termos mais favoráveis e, assim, ganhar alguma vantagem.

Os republicanos expressaram preocupações pública e reservadamente ao longo de toda a semana de que estavam perdendo o conflito de aparências na batalha sobre o abismo fiscal, combinação de aumentos de impostos e cortes de gastos que valerá automaticamente no começo do próximo ano, a menos que o Congresso consiga aprovar uma lei que o evite.

Nesta quinta-feira, uma nova pesquisa foi divulgada mostrando que os republicanos devem ter, sim, razões para se preocupar.

O levantamento da Quinnipiac University evidenciou que os entrevistados acreditam mais no presidente norte-americano, o democrata Barack Obama, e em seus correligionários do que nos republicanos nas conversas sobre o abismo fiscal, e por uma ampla margem de diferença: 53 por cento a 36 por cento.

Enquanto isso, Obama testava suas forças em mais uma série de eventos públicos similares aos que tem usado contra os republicanos na disputa sobre o abismo fiscal: reuniões com autoridades preocupadas com a situação seguidas por uma visita ao subúrbio em Washington para ilustrar como as propostas tributárias dos republicanos prejudicariam a classe média.

Já em relação a avanços nas negociações entre republicanos e democratas, nada é imediatamente visível.

A Casa Branca confirmou que houve uma conversa por telefone sobre o tema entre Obama e o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, na quarta-feira. Mas nenhum dos dois lados sugeriram ou caracterizaram a conversa como parte da abertura de uma novo espaço para compromissos.   Continuação...