9 de Dezembro de 2012 / às 12:47 / 5 anos atrás

Primeiro-ministro da Itália diz que renuncia após aprovar orçamento

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, gesticula em conferência em Cannes, na França. Monti anunciou que vai renunciar assim que o orçamento de 2013 for aprovado, potencialmente antecipando uma eleição prevista para o começo do próximo ano e alimentando especulações de que ele concorrerá ao cargo. 8/12/2012Eric Gaillard

ROMA, 9 Dez (Reuters) - O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, anunciou neste sábado que vai renunciar assim que o orçamento de 2013 for aprovado, potencialmente antecipando uma eleição prevista para o começo do próximo ano e alimentando especulações de que ele concorrerá ao cargo.

O anúncio surpresa ocorreu dois dias depois de o partido do ex-premiê Silvio Berlusconi ter retirado o apoio parlamentar ao governo tecnocrata, e horas depois de o próprio Berlusconi ter dito que concorrerá para tentar a quinta eleição como primeiro-ministro, em uma campanha baseada em ataques às políticas de Monti na economia.

O Parlamento já está preparado para aprovar o orçamento antes do Natal, e a renúncia de Monti provavelmente trará o pleito para não além de fevereiro. As eleições devem ocorrer menos de 70 dias depois de o presidente Giorgio Napolitano dissolver o Parlamento.

A medida de Monti é um problema para Berlusconi, que parecia novamente ter aproveitado uma oportunidade para manter seu partido no jogo político, menos de um ano depois de ser obrigado a renunciar em meio a um escândalo sexual e à crise da dívida.

Agora, Berlusconi pode ser forçado a disputar a eleição antes do que esperava, com seu partido muito dividido e atrás nas pesquisas, perdendo para a centro-esquerda e o Movimento Cinco Estrelas, do cômico Beppe Grillo.

O anúncio de Monti também aumentará a especulação de que ele possa se candidatar na eleição, embora ainda não tenha feito nenhum anúncio a respeito.

Os italianos votarão em meio a uma grave crise econômica, com uma recessão que começou em meados do ano passado e não mostra sinais de melhora, além de uma grande dívida pública e o desemprego a 11,1 por cento, recorde histórico.

Por Steve Scherer

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