Recuperação da China está intacta, mas exportações pesam

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 10:09 BRST
 

Por Aileen Wang e Kevin Yao

PEQUIM, 10 Dez (Reuters) - As exportações da China desaceleraram fortemente, crescendo bem abaixo do esperado para novembro, com alta de apenas 2,9 por cento, destacando obstáculos a uma economia que tem mostrado sinais sólidos de recuperação da atividade doméstica.

Dados divulgados no final de semana mostraram que a produção industrial e as vendas no varejo subiram em novembro no ritmo mais rápido em oito meses, reforçando a visão de que o crescimento na segunda maior economia do mundo está finalmente de recuperando depois de uma longa desaceleração.

No entanto, exportações fracas irão pesar na recuperação da economia chinesa, à medida que seus principais compradores têm dificuldades: a Europa e o Japão em recessão e os Estados Unidos numa recuperação lenta.

"O setor externo continua fraco, apesar de dados recentes da atividade industrial terem mostrado sinais convincentes de estabilização e recuperação gradual", afirmou a economista do Forecast Pte, em Cingapura, Connie Tse.

"Eu espero que o crescimento das exportações se recuperem durante 2013, mas isso deve ser gradual e volátil, na falta de melhora material na zona do euro."

O crescimento anual das exportações da China ficou bem abaixo do aumento esperado de 9,0 por cento e abaixo do ritmo de 11,6 por cento registrado em outubro. A temporada de embarques do Natal de celulares inteligentes da maior exportadora do mundo de celulares chegou ao fim em novembro, o que analistas dizem poder explicar a desaceleração.

As importações ficaram estáveis na base anual, abaixo da expectativa de alta de 2,0 por cento. A leitura relativamente fraca marcara um aumento nas importações de petróleo, minério de ferro e cobre, o que analistas dizem apoiar a visão de que a demanda doméstica está se recuperando.

Os dados comerciais representaram o desempenho mais fraco para as exportações e importações desde agosto, e contrastam-se com dados sobre a economia doméstica, que têm aumentado expectativas de que os sete trimestres consecutivos de desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chegarão ao fim no quarto trimestre.   Continuação...

 
Funcionário trabalha em fábrica no Parque Industrial Shanghai Lingang, em Xangai. As exportações da China desaceleraram fortemente, crescendo bem abaixo do esperado para novembro, com alta de apenas 2,9 por cento, destacando obstáculos a uma economia que tem mostrado sinais sólidos de recuperação da atividade doméstica. 20/04/2012 REUTERS/Aly Song