Brasil está preocupado em reduzir custo de produzir no país, diz Dilma

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 12:04 BRST
 

12 Dez (Reuters) - O governo está buscando alternativas para reduzir o custo de se produzir no Brasil e quer desburocratizar a economia brasileira para aumentar a competitividade do país, disse nesta quarta-feira a presidente Dilma Rousseff, na França.

Dilma também destacou, em discurso no seminário empresarial Desafios e Oportunidades de uma Parceria Estratégica, em Paris, que o Brasil tem adotado ações na área de infraestrutura para superar gargalos ao desenvolvimento, investindo em ferrovias, portos e aeroportos.

"Estamos tendo uma grande preocupação em reduzir o custo que significa produzir no Brasil, mas não é o custo Brasil tradicional, nós queremos é competitividade", disse Dilma na sede do Movimento de Empresas da França.

"É completamente diferente daquela época que olhavam para nós e falavam: 'o custo do Brasil é porque a dívida soberana do Brasil está 2.153 pontos acima do que pagam as norte-americanas'. Isso não é nosso problema mais. Ninguém que tem 378 bilhões de dólares (em reservas) tem esse tipo de problema."

Algumas medidas recentes adotadas pelo governo incluem a desonoreção da folha de pagamento para diversos setores da economia, a redução da tarifa de energia elétrica a partir de 2013 e o processo de queda da taxa de juros para a mínima histórica de 7,25 por cento ao ano.

"São medidas que dizem respeito à forma pela qual nós queremos que a nossa economia seja, nós queremos uma economia flexível, capaz de gerar inovação, capaz de junto com a sua sociedade gerar ciência e tecnologia para o país", disse Dilma.

"Nós queremos uma economia desburoctratizada, e estamos empenhados em resolver também os gargalos históricos na nossa infraestrutura, gargalos que advém de 20 anos de políticas exclusivas de austeridade."

Dilma citou a queda nas taxas de juros e a redução da valorização do real como fatores positivos para a redução do custo de investimento, o que significa que o país não está tendo uma "canibalização" da indústria nacional.

"Nós consideramos que a indústria, junto com o investimento em infraestrutura, são os elementos estratégicos para que o Brasil mude seu patamar e se torne cada vez mais uma economia que possa de fato dobrar a sua renda per capita num horizonte de até 20 anos", afirmou a presidente, que destacou o objetivo do Brasil de se tornar um "país de classe média".   Continuação...

 
Prefeito de Paris, Bertrand Delanoe (E), presidente Dilma Rousseff (C) e ministro da Indústria francês, Arnaud Montebourg (D), vão a uma cerimônia do Hotel de Ville durante visita oficial à França, em Paris. 12/12/2012 REUTERS/Jacky Naegelen