Japão mobiliza caças após sobrevoo chinês em ilhas disputadas

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012 09:34 BRST
 

Por Kiyoshi Takenaka

TÓQUIO, 13 Dez (Reuters) - O Japão mobilizou caças de combate, nesta quinta-feira, depois que um avião chinês entrou pela primeira num território que o governo japonês considera ser seu espaço aéreo sobre ilhotas disputadas no mar do Leste da China, aumentando a tensão entre as duas maiores economias asiáticas.

O Japão protestou com a China pelo incidente, mas o governo chinês minimizou, dizendo que o sobrevoo foi "completamente normal".

As relações sino-japonesas atravessam forte crise desde setembro, quando o Japão nacionalizou as pequenas ilhas, que estavam em poder de um particular japonês. O Japão chama as ilhas de Senkaku, e a China as chama de Diaoyu.

Embarcações de patrulha dos dois países se acompanham mutuamente de perto desde então, gerando temores de que uma colisão resulte em um confronto. O incidente da quinta-feira foi o primeiro envolvendo aeronaves.

"Apesar dos nossos repetidos alertas, os navios do governo chinês entram nas nossas águas territoriais há três dias consecutivos", disse a jornalistas o chefe de gabinete do governo japonês, Osamu Fujimura.

"É extremamente lamentável que, ainda por cima, uma intrusão em nosso espaço aéreo tenha sido cometida dessa forma", afirmou ele, acrescentando que o Japão protestou formalmente por meio de canais diplomáticos.

Os militares japoneses mobilizaram às pressas oito caças F-15, segundo o Ministério da Defesa. Autoridades japonesas disseram posteriormente que o avião chinês havia deixado a área.

A agência estatal marítima da China disse que um avião de vigilância se juntou a quatro navios chineses que patrulham o entorno das ilhas, e que a frota ordenou a barcos japoneses que deixassem a área imediatamente.   Continuação...

 
Embarcação do governo japonês navega em torno das ilhas disputadas conhecidas como Senkaku no Japão e Diaoyu na China, no mar do Leste da China, nesta foto da Kyodo. O Japão mobilizou caças de combate, depois que um avião chinês entrou pela primeira num território que o governo japonês considera ser seu espaço aéreo sobre ilhotas. 02/09/2012 REUTERS/Kyodo