Governo marca leilão do trem-bala para setembro e eleva fatia estatal

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012 20:23 BRST
 

Por Leonardo Goy e Alberto Alerigi

BRASÍLIA/SÃO PAULO 13 Dez (Reuters) - Após seguidos cancelamentos e mudanças de modelo, o governo deu início nesta quinta-feira ao processo de licitação para escolher o operador e a tecnologia para o trem-bala, que ligará as cidades de Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro, aumentando a participação estatal no projeto.

O leilão foi marcado para 19 de setembro do ano que vem, o que significa um atraso de quase quatro meses em relação à data inicialmente prevista, 29 de maio, na minuta do edital que foi para consulta pública.

O governo aumentou o valor mínimo de outorga que terá de ser pago pelos interessados no projeto, de 66,12 reais para 70,31 reais por quilômetro rodado, para um trem padrão (de 200 metros de extensão).

Com isso, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, estima que a União receberá ao todo, ao longo dos 40 anos de concessão, no mínimo 27 bilhões de reais do consórcio vencedor.

O valor pode subir, uma vez que o que o critério para a escolha do vencedor do leilão será a melhor relação entre o valor de outorga a ser pago ao governo e o menor custo de investimento exigido para a construção da infraestrutura do projeto.

Apesar de exigir mais recursos dos investidores, o governo decidiu aumentar a participação estatal na obra.

A EPL, estatal criada também para ser sócia do trem-bala, terá 45 por cento do consórcio operador do serviço, em vez dos 30 por cento previstos inicialmente.

"É uma maneira de compartilhar o risco com o investidor e tornar o projeto mais atrativo", disse Figueiredo, em entrevista coletiva para falar do edital, publicado nesta quinta-feira.   Continuação...

 
Passageira tira foto em frente a um trem bala estacionado na estação sul de Pequim, na China, em agosto do ano passado. 12/08/2011 REUTERS/Jason Lee