Boehner abre as portas para aumentos tributários nos EUA

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 09:49 BRST
 

WASHINGTON, 17 Dez (Reuters) - O primeiro movimento real nas negociações sobre o "abismo fiscal" nos Estados Unidos começou no domingo, quando o presidente republicano da Câmara dos Deputados, John Boehner, se aproximou ligeiramente das exigências do presidente Barack Obama em um momento em que eles tentam evitar fortes aumentos de impostos e cortes de gastos que entrarão em vigor no país a menos que o Congresso intervenha até 31 de dezembro.

Mas as novas posições de Boehner, sobre impostos e o volume total da nova receita a ser incluída em um acordo de redução de déficit, ainda estão bem longe das de Obama.

E os dois lados ainda precisam avançar em questões duras como benefícios, com os republicanos querendo muito mais do que os democratas devem tolerar em cortes ao Medicaid e ao Medicare, os programas de saúde do governo para os pobres e idosos.

Fontes próximas às negociações entre Obama e Boehner confirmaram que Boehner propôs ampliar o imposto baixo para todos que ganham menos de 1 milhão de dólares, enquanto quem recebe acima disso terá de pagar taxas maiores. Obama quer o limite em 250 mil dólares.

Sob a lei atual, o imposto máximo de 35 por cento vai vencer em 1 de janeiro, e automaticamente irá para 39,6 por cento -- nível em que estava durante a administração Clinton.

Boehner também elevou para 1 trilhão de dólares seu número para a receita total, contra 1,4 trilhão de dólares de Obama. O equilíbrio de um plano de redução de déficit de 10 anos viria de cortes de gastos.

A Casa Branca não aceitou as propostas de Boehner. A questão agora está sobre o que o presidente Barack Obama oferecerá em troca.

(Por David Lawder e Mark Felsenthal)

 
Presidente republicano da Câmara dos Deputados, John Boehner, fala com reporteres no Capitólio, em Washington. O primeiro movimento real nas negociações sobre o "abismo fiscal" nos Estados Unidos começou no domingo, quando Boehner se aproximou ligeiramente das exigências do presidente Barack Obama. 13/12/2012 REUTERS/Kevin Lamarque