Inadimplência cai em novembro, 1ª vez em 4 meses; crédito cresce 1,5%--BC

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 11:23 BRST
 

BRASÍLIA, 19 Dez (Reuters) - A inadimplência média em operações de crédito registrou o primeiro recuo após quatro meses de estabilidade em novembro, ao mesmo tempo em que o mercado de crédito continuou em expansão e os juros e os spreads em queda.

Segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, a taxa de inadimplência --atrasos nos pagamentos acima de 90 dias-- fechou o mês passado em 5,8 por cento, leve queda sobre o desempenho visto entre julho e outubro, de 5,9 por cento.

A queda na inadimplência geral veio da leve redução nos calotes de pessoas físicas, que caíram 0,1 ponto percentual no período, para 7,8 por cento, influenciada pela queda na falta de pagamento de financiamento de veículos de 0,3 ponto percentual em relação a outubro, para 5,6 por cento em novembro.

Para empresas, a taxa de inadimplência ficou estável em 4,1 por cento, segundo o BC.

Já o crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro no Brasil subiu 1,5 por cento em novembro, sobre o mês anterior, chegando a 52,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ou 2,304 trilhões de reais.

A expansão foi puxada novamente pelos bancos públicos, cujo estoque cresceu 2,2 por cento, enquanto o setor privado nacional teve alta de 0,9 por cento. As instituições estrangeiras registraram crescimento no estoque de 1,1 por cento sobre outubro.

O BC informou que o spread médio --diferença entre o custo de captação do banco e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final-- atingiu 21,6 pontos percentuais em novembro, contra 22,1 pontos no mês anterior.

A taxa de juros média caiu 0,5 ponto percentual, para 28,9 por cento ao ano. Para pessoa física, a taxa ficou em 34,8 por cento, queda de 0,6 ponto sobre outubro. Ambas são as menores da série histórica do BC. Já as empresas pagaram taxa média de juros de 21,7 por cento, ante 22,1 por cento sobre o mês anterior.

O BC que cortou a Selic por dez vezes seguidas desde o ano passado, levando-a para a atual mínima histórica de 7,25 por cento ao ano.

(Reportagem de Tiago Pariz)