Crédito vai desacelerar em 2013 e juros cairão menos--BC

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 14:06 BRST
 

Por Tiago Pariz

BRASÍLIA, 19 Dez (Reuters) - A expansão do mercado de crédito deve continuar desacelerando em 2013, ao mesmo tempo em que haverá menor redução das taxas de juros e queda na inadimplência.

O estoque total de crédito no ano que vem deve crescer 14 por cento, segundo informou nesta quarta-feira o Banco Central, depois de registrar expansão esperada de 16 por cento em 2012. O crescimento continuará vindo sobretudo dos bancos públicos, cujos estoques devem crescer 18 por cento em 2013, ante 26 por cento neste ano. Essas instituições respondem por quase 50 por cento de todo estoque de crédito no país.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, disse que a desaceleração no crédito não impede o maior crescimento da economia esperado para 2013.

"O crédito se expande acima do PIB mostrando a relevância como fator do estímulo ao crescimento... (O estoque de crédito) cresce de maneira moderada em relação a anos anteriores, o que é natural porque a base de comparação vai aumentando", argumentou.

O mercado acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescerá apenas 1 por cento neste ano, subindo a 3,40 por cento em 2013.

Apesar da desaceleração no quadro geral, os bancos privados devem acelerar o passo em 2013. Ainda segundo dados do BC, os estoques das instituições financeiras privadas nacionais crescerão 7 por cento em 2012 e 10 por cento em 2013. Já para os bancos estrangeiros, a estimativa é de 11 e 12 por cento de alta, respectivamente para este e para o próximo ano.

Apesar de crescer acima do PIB, o crédito vem desacelerando desde 2010, quando expandiu 21 por cento e a economia, 7,2 por cento. Em 2011, quando o crescimento da atividade foi de 2,7 por cento, o crédito registrou alta de 19 por cento.

Para 2013, o governo projeta um crescimento do Produto Interno Bruto de 4,5 por cento, conforme consta do Orçamento para o ano que vem, mas o ministro Guido Mantega disse nesta quarta-feira que 4 por cento é um "bom número".   Continuação...