China enfrenta recuperação modesta, com riscos maiores--vice-ministro

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 11:13 BRST
 

PEQUIM, 26 Dez (Reuters) - A China enfrenta riscos crescentes em seu setor bancário e pressão sobre as receitas do governo em 2013, enquanto a recuperação econômica pode ser prejudicada pela demanda externa fraca e restrições internas, afirmou o vice-ministro das Finanças, Li Yong, nesta quarta-feira.

O governo vai canalizar mais crédito bancário a empresas de pequeno porte e ao setor agrícola em 2013 para reforçar o apoio para a economia real, disse Li disse em um discurso publicado no site do seu ministério.

"Os riscos potenciais do setor financeiro aumentaram. Ativos bancários da China vêm crescendo rapidamente nos últimos anos, com empréstimos bancários subindo para novos patamares", disse ele.

"A grande maioria dos empréstimos bancários ainda têm de ser testada por todo o ciclo econômico e o potencial de risco é especialmente alto nos setores imobiliário e afins, bem como financiamento de veículos devido aos riscos na maturidade".

As receitas do governo também enfrentam pressão devido à queda de lucros das empresas e cortes de impostos, Li acrescentou. As receitas fiscais aumentaram 11,9 por cento nos primeiros 11 meses de 2012, uma redução de 14,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

A economia da China havia mostrado sinais de recuperação modesta no quarto trimestre, mas a demanda global permaneceu morna e a Europa ainda precisava de reformas mais profundas para reavivar o crescimento, enquanto a plena recuperação da economia dos Estados Unidos pode levar tempo, disse Li.

A China caminha para encerrar 2012 com o crescimento annual mais fraco desde 1999. Pesquisa da Reuters mostrou que o mercado acredita numa expansão de 7,7 por cento, acima do esperado para as maiores economias do mundo, mas ainda menor do que os 10 por cento de crescimento annual visto na maior parte dos últimos 30 anos.

 
Vice-ministro das Finanças chinês, Li Yong (E), vai à reunião de ministros das Finanças e governadores de bancos centrais da Associação de Nações do Sudeste Asiático, em Manila. 03/05/2012 REUTERS/Romeo Ranoco