26 de Dezembro de 2012 / às 09:48 / em 5 anos

Premiê do Japão forma governo com aliados e mira deflação

Por Linda Sieg e Kiyoshi Takenaka

Recém-eleito primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, é apontado para o cargo na Câmara Baixa do Parlamento, em Tóquio. 26/12/2012 REUTERS/Toru Hanai

TÓQUIO, 26 Dez (Reuters) - O novo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou um gabinete com aliados próximos nesta quarta-feira, dando início à segunda administração com o compromisso de combater a deflação e lidar com o desafio de uma China em ascensão.

Abe, de 58 anos, prometeu afrouxamento monetário agressivo pelo Banco do Japão e despesa fiscal grande pelo governo endividado para atacar a deflação e enfraquecer o iene para tornar as exportações japonesas mais competitivas.

Neto de um ex-primeiro-ministro, Abe organizou um retorno impressionante cinco anos depois de renunciar ao cargo de primeiro-ministro abruptamente em um ano conturbado, em parte por escândalos em seu gabinete.

“Eu quero aprender com a experiência do meu governo anterior, incluindo os contratempos, e buscar um governo estável”, disse Abe a repórteres antes de ser eleito como sétimo primeiro-ministro do Japão em seis anos.

A votação foi uma formalidade após o Partido Liberal Democrático (PLD) voltar ao poder na eleição deste mês, três anos depois de uma derrota esmagadora nas mãos do Partido Democrático do Japão. Abe seria confirmado no cargo pelo imperador Akihito no final do dia, uma outra formalidade.

ALIADOS PRÓXIMOS, RIVAIS POLÍTICOS

Abe indicou aliados próximos para o gabinete, atenuado por alguns rivais do Partido Liberal Democrático (PLD), para se defender de críticas de favoritismo que persistiam em sua primeira administração.

Abe apontou o ex-primeiro-ministro Taro Aso, de 72 anos, como ministro das Finanças, que também recebeu o portfólio de serviços financeiros.

O ex-ministro de Comércio e Indústria Akira Amari agora é ministro da Recuperação Econômica, enquanto o veterano político Toshimitsu Motegi assume como ministro do Comércio. Motegi também deve receber a tarefa de formular políticas energéticas após as consequências do desastre nuclear de Fukushima, no ano passado.

O leal apoiador de Abe Yoshihide Suga foi indicado como secretário-chefe do gabinete, um cargo essencial que engloba o papel de porta-voz do governo com a responsabilidade de coordenação entre os ministérios.

Outros que compartilham da agenda de Abe para revisar a constituição pacifista e rescrever o histórico de guerras do Japão com um tom menos apologético também receberam cargos, incluindo o senador conservador Hakubun Shimomura, como ministro da Educação.

“Estas são pessoas realmente da ala direita do PLD e amigos próximos de Abe”, afirmou o professor da Sophia University, Koichi Nakano. “Não parece realmente muito novo”.

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