Senado dos EUA faz última tentativa de acordo sobre abismo fiscal
WASHINGTON, 29 Dez (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e os líderes do Congresso norte-americano concordaram na sexta-feira em fazer um último esforço até domingo para impedir que o país entre no "abismo fiscal", desencadeando uma intensa negociação sobre as taxas de juros pagas pelos contribuintes enquanto o prazo final, estabelecido para a véspera do Ano Novo, se aproxima.
Com apenas alguns dias a mais para evitar uma grande alta nos impostos e cortes orçamentários que podem causar uma recessão, dois veteranos do Senado tentarão chegar a um acordo que frustrou a Casa Branca e o Congresso por meses.
Obama afirmou que estava "modestamente otimista" sobre a possibilidade de acordo. Mas nenhum dos lados parece ter cedido muito em um encontro de líderes do Congresso, na Casa Branca, na sexta-feira.
O que eles acertaram é que Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado, e Mitch McConnell, líder da minoria republicana, tentarão alcançar um acordo orçamentário até este domingo.
"A hora para uma ação imediata é aqui. É agora. Estamos agora no momento em que só temos quatro dias, os impostos de cada norte-americano devem subir por lei. O salário de cada norte-americano deve ficar consideravelmente menor. E essa seria a coisa errada a se fazer", disse Obama a repórteres.
Um total de 600 bilhões de dólares em aumento de impostos e cortes orçamentários automáticos para o governo entrarão em vigor na terça-feira, o dia de Ano Novo, se os políticos não chegarem a um acordo. Economistas temem que as medidas possam colocar a economia do país em recessão.
O pessimismo sobre o abismo fiscal ajudou a derrubar as bolsas de valores na sexta-feira, pelo quinto dia. A queda no índice Dow Jones Industrial foi de 158,20 pontos, ou 1,21 por cento. Os lojistas estão culpando os temores sobre o "abismo fiscal" pelas vendas abaixo do esperado no período do Natal.
Sob o plano desenhado na sexta-feira, qualquer acordo entre McConnell e Reid será apoiado pelo Senado e depois aprovado pela Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, antes do final do ano.
Mas a Casa Branca também pode ser o cemitério de qualquer acordo. Continuação...

