Corpo de indiana vítima de estupro coletivo é cremado em Nova Délhi

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 10:44 BRST
 

By Adnan Abidi and Devidutta Tripathy

NOVA DÉLHI (Reuters) - O corpo de uma jovem cujo estupro coletivo provocou protestos e um raro debate nacional sobre a violência contra a mulher na Índia chegou a Nova Délhi no domingo e foi cremado em uma cerimônia privada.

Tumultos entre a polícia e manifestantes ocorreram no centro da capital. Os que protestam dizem que o governo está fazendo muito pouco para proteger as mulheres. Mas a manifestação, que contou com 2.000 pessoas, foi restringida a uma área, diferentemente dos protestos da semana passada, que ocorreram em praticamente toda a cidade.

A maioria dos crimes sexuais na Índia passam despercebidos, e os criminosos ficam sem punição. Além disso, a Justiça é lenta demais, de acordo com ativistas sociais, que dizem que governos sucessivos não fizeram quase nada para assegurar a segurança das mulheres.

A vítima de 23 anos, que não foi identificada, morreu no sábado, vítima dos ferimentos ocorridos durante o estupro coletivo de 16 de dezembro, provocando promessas de ação por parte de um governo que tem tido dificuldade para responder à revolta pública.

A estudante de medicina sofreu lesões cerebrais e grandes lesões internas no ataque e morreu no hospital em Cingapura, aonde foi levada para tratamento.

Ela e um amigo voltavam para casa do cinema, quando seis homens em um ônibus os agrediram com barras de metal e estupraram repetidamente a mulher. O amigo sobreviveu.

Nova Délhi tem o maior número de crimes sexuais entre as grandes cidades indianas, e um estupro é reportado a cada 18 horas, segundo dados da polícia. O número de estupros cresceu quase 17 por cento entre 2007 e 2011, de acordo com dados do governo.

Seis suspeitos foram acusados de assassinato após a morte da moça, e podem receber pena de morte em caso de condenação.   Continuação...

 
Estudantes prestam homenagem à indiana vítima de estupro coletivo. Corpo da jovem foi cremado em Nova Délhi no domingo. 31/12/2012 REUTERS/Amit Dave