1 de Janeiro de 2013 / às 14:27 / 5 anos atrás

Síria inicia 2013 com bombardeios e combates

Por Oliver Holmes

Prédios destruídos pelo que ativistas afirmam ter sido bombardeio próximo a Damasco, na Síria. Sírios acordaram no primeiro dia do ano com bombardeios aéreos no país, ao passo que as forças do presidente Bashar al-Assad e os rebeldes que buscam tirá-lo do poder se confrontavam nos arredores da capital Damasco. 31/12/2012 REUTERS/Bassam Al-Erbeeni/Shaam News Network/Handout

BEIRUTE, 1 Jan (Reuters) - Sírios acordaram no primeiro dia do ano com bombardeios aéreos no país, ao passo que as forças do presidente Bashar al-Assad e os rebeldes que buscam tirá-lo do poder se confrontavam nos arredores da capital Damasco.

Na capital, o som da artilharia era ouvido nos distritos ao sul e ao leste, redutos rebeldes.

O centro ainda está firme sob o controle do governo. Lá, soldados nos postos de controle do governo dispararam para celebrar o Ano Novo à meia-noite e causaram alarme na cidade, onde as ruas estavam desertas.

“Como eles podem celebrar? Não há feliz Ano Novo”, afirmou pelo Skype Moaz al-Shami, um ativista de oposição que mora num distrito central da cidade.

De acordo com ele, os rebeldes atacaram um posto de controle no distrito de Berzeh no início desta terça-feira. Grupos de oposição disseram que foguetes atingiram o subúrbio de Daraya, onde o Exército lançou uma ofensiva na segunda-feira para retomar o local.

A Força Aérea de Assad atacou os subúrbios ao leste de Damasco e também redutos rebeldes em Aleppo, segunda cidade do país, de acordo com ativistas opositores.

Um morador da cidade de Homs declarou sob condição de anonimato que bombas atingiram a cidade no início desta terça-feira.

Forças do governo expulsaram os rebeldes da cidade no início do ano passado, mas os militantes têm vagarosamente retornado. “A cidade está sob cerco. Há artilharia de todos os lados”, disse o morador de Homs.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, ligado à oposição e com base no Reino Unido, relatou a morte de 160 pessoas no último dia de 2012, incluindo pelo menos 37 militares do governo. Os números não podem ser verificados.

O conflito, iniciado em 2011, já deixou cerca de 45 mil mortos.

BOMBARDEIOS

As forças de Assad têm contado cada vez mais com bombardeios, e não a infantaria. Áreas residenciais de locais rebeldes têm sido atingidas, matando civis.

Há um ano, muitos analistas e diplomatas apostavam que Assad não chegaria ao fim de 2012, mas ele continua a manter controle sobre a maior parte das Forças Armadas.

O Ocidente e países árabes defendem que Assad deixe o poder. Ele tem o apoio da Rússia e do Irã.

Nos últimos dias de 2012, o mediador internacional Lakhdar Brahimi fez um chamado por negociações, argumentando que a Síria tinha que optar “pelo inferno ou pelo processo político”.

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