Crescimento de serviços da China reanima expectativas econômicas

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 07:49 BRST
 

Por Lucy Hornby

PEQUIM, 3 Jan (Reuters) - O crescimento do setor de serviços da China acelerou em dezembro no ritmo mais rápido em quatro meses, ampliando os sinais de uma modesta retomada no fim de 2012 na segunda maior economia do mundo.

A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da China para o setor de serviços subiu para 56,1 em dezembro ante 55,6 em novembro, informou a Agência Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) nesta quinta-feira.

Dois PMIs sobre o setor industrial divulgados nesta semana também sugeriram que o crescimento econômico da China acelerou no fim de 2012, embora persistam sinais de que ele depende de investimentos do Estado.

Os dados até agora sugerem apenas uma retomada suave no crescimento econômico, e não um retorno ao ritmo de dois dígitos visto na China nas últimas três décadas, disse o economista do Crédit Agricole Dariusz Kowalczyk.

"Níveis absolutos dos PMIs industrial e de serviços permanecem relativamente baixos segundo padrões históricos e consistentes com uma recuperação apenas modesta na atividade econômica", disse ele.

O principal responsável pela aceleração da expansão do setor de serviços em dezembro foi um salto nos serviços de construção para 61,9 ante 61,3 em novembro. As indústrias incluindo transportes recuaram, disse a NBS em comunicado.

Leitura acima de 50 indica que o crescimento está acelerando, enquanto abaixo de 50 mostra desaceleração.

O setor de serviços da China superou até agora a desaceleração global de forma muito melhor do que do que o setor industrial, com o PMI sinalizando consistentemente uma expansão saudável e atingindo uma máxima de 10 meses de 58,0 em março.

 
Funcionário trabalha em andaime em área de construção de prédio residencial em Hefei, província de Anhui, China. O crescimento do setor de serviços da China acelerou em dezembro no ritmo mais rápido em quatro meses, ampliando os sinais de uma modesta retomada no fim de 2012 na segunda maior economia do mundo. 02/01/2013 REUTERS/Stringer