Ações da Vale têm 2a queda consecutiva apesar de alta do minério

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 13:55 BRST
 

SÃO PAULO, 4 Jan (Reuters) - As ações da mineradora Vale tinham sua segunda queda consecutiva nesta sexta-feira, apesar do forte avanço dos preços do minério de ferro, cedendo a um movimento de ajuste após os ganhos expressivos do primeiro pregão de 2013.

Às 12h42, a preferencial da Vale recuava 1,5 por cento, a 41,44 reais, sendo a principal contribuição para a queda de 0,9 por cento do Ibovespa. Enquanto isso, a ordinária perdia 1,3 por cento, a 42,78 reais.

Segundo o analista Victor Pena, do Banco do Brasil, o recuo dos papéis nas duas últimas sessões é explicado por um ajuste após o avanço de mais de 4 por cento registrado na quarta-feira.

"Mas a alta do preço do minério e os sinais de que a China está mostrando uma recuperação melhor do que o mercado esperava são fatores positivos para o papel", avaliou o analista.

A China é o principal mercado para a Vale, que é a maior produtora global de minério de ferro.

Nesta sexta-feira, o preço da commodity na China subiu 2,3 por cento em relação ao fechamento da véspera, superando a marca de 150 dólares por tonelada, no maior nível desde meados de outubro de 2011, de acordo com dados do Steel Index.

O minério teve uma forte recuperação, de mais de 70 por cento, ante as mínimas de três anos inferiores a 90 dólares do início de setembro de 2012. No mesmo período, a ação preferencial da Vale acumulou alta de cerca de 35 por cento.

Além da retomada dos preços do minério, Pena citou também que as recentes revisões no valor contábil e venda de ativos considerados não-estratégicos também foram bem recebidas pelo mercado, já que ajudariam a "conservar a geração da caixa" da companhia.

(Por Danielle Assalve)

 
Logotipo da Vale é visto no exterior de mina de cobre em Sudbury, no Canadá. As ações da mineradora tinham sua segunda queda consecutiva nesta sexta-feira, apesar do forte avanço dos preços do minério de ferro, cedendo a um movimento de ajuste após os ganhos expressivos do primeiro pregão de 2013. 16/10/2012 REUTERS/Julie Gordon