January 4, 2013 / 5:23 PM / 5 years ago

Crescimento do emprego nos EUA tem queda pequena em dezembro

3 Min, DE LEITURA

Por Jason Lange

WASHINGTON, 4 Jan (Reuters) - Os empregadores dos Estados Unidos mantiveram o ritmo de contratação praticamente estável em dezembro, ficando aquém dos níveis necessários para reduzir a taxa de desemprego do país, indicando também um crescimento econômico sem brilho em 2013.

Outros dados divulgados nesta sexta-feira deram sinais mais fortes de crescimento, com a atividade do setor de serviços dos EUA expandindo no ritmo mais rápido em 10 meses.

A folha de pagamento fora do setor agrícola aumentou em 155 mil no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. O dado ficou em linha com as expectativas de economistas e ligeiramente abaixo do ganho revisado de 161 mil registrado em novembro.

A taxa de desemprego ficou estável a 7,8 por cento em dezembro. O relatório reforça as expectativas de crescimento econômico de 2 por cento neste ano, o que não deve reduzir rapidamente a taxa de desemprego.

Isso também não deve fazer o Federal Reserve, banco central norte-americano, reavaliar em breve suas políticas de afrouxamento, apesar do crescente desconforto de algumas autoridades sobre o programa de compra de títulos.

"A economia dos EUA está crescendo sem brilho", disse o diretor da Navigate Advisors, Tom di Galoma.

O Departamento do Trabalho elevou sua estimativa para taxa de desemprego em novembro de 7,7 para 7,8 por cento, citando uma leve mudança nas movimentações sazonais do mercado de trabalho.

A maioria dos economistas estima que o crescimento da economia dos EUA será contido por aumentos tributários neste ano assim como pela fraqueza dos gastos das famílias e empresas, que ainda tentam reduzir seu fardo de dívida.

De qualquer maneira, os dados desta sexta-feira deram sinais de melhora na dinâmica de recuperação do mercado de trabalho após a recessão de 2007/09.

Separadamente, o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice de serviços subiu para 56,1 no mês passado, o maior nível desde fevereiro.

Apesar dos sinais de força na contratação, uma onda de cortes de gastos governamentais que devem começar em março paira sobre a economia.

Muitas estimativas econômicas assumem que os cortes --que afetariam as áreas militar, de educação e outras --acabarão sendo adiadas para o próximo ano como parte de um acordo buscado por parlamentares para reduzir gradualmente o fardo da dívida governamental.

Inicialmente, os cortes entrariam em vigor neste mês como parte de um pacote de austeridade de 600 bilhões de dólares que também incluía alta de impostos. A contratação em dezembro pode ter desacelerado pelas incertezas sobre o momento da austeridade, disseram economistas.

Nesta semana o Congresso aprovou uma legislação para evitar a maior parte dos aumentos tributários e adiar os cortes de gastos.

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