Papa pede coragem da Igreja contra "agnosticismo intolerante"

domingo, 6 de janeiro de 2013 15:46 BRST
 

VATICANO, 6 Jan (Reuters) - O papa Bento XVI disse neste domingo que os líderes católicos devem ter coragem para enfrentar os ataques de "agnosticismo intolerante" que prevalece em muitos países.

O papa e a Igreja vêm sofrendo um ataque crescente por causa da oposição ao casamento homossexual e a sacerdotes mulheres. O papa tem repetidamente denunciado o que ele diz serem tentativas de separar a religião do debate público.

A pontífice de 85 anos de idade rezou uma missa no dia que o cristãos ocidentais celebram a Epifania, e ordenou quatro arcebispos novos, incluindo seu secretário pessoal.

Em uma missa para cerca de 10.000 pessoas na Basílica de São Pedro, no Vaticano, ele rejeitou firmemente as sugestões de que a Igreja deveria mudar para se adequar à opinião pública.

"Qualquer um que vive e proclama a fé da Igreja está em muitos pontos fora de sintonia com a forma predominante de pensar", disse ele. "A aprovação da sabedoria predominante, no entanto, não é o critério a que nos submetemos".

Nos Estados Unidos, um grupo começou uma petição no site da Casa Branca, no mês passado, pedindo ao governo do presidente Barack Obama para listar a Igreja Católica como um "grupo de ódio" por causa de sua oposição ao casamento gay.

"O agnosticismo reinante hoje tem seus próprios dogmas e é extremamente intolerante em relação a qualquer coisa que possa questioná-lo e aos critérios que utiliza", disse o papa.

"Por isso, a coragem de contrariar a mentalidade prevalecente é particularmente urgente para um bispo hoje. Ele deve ser corajoso", disse ele.

O papa ordenou os novos arcebispos em uma cerimônia com a presença de primeiro-ministro italiano, Mario Monti, colocando as mãos sobre as cabeças dos quatro homens e os ungindo com o óleo para simbolizar a transmissão da autoridade episcopal.   Continuação...

 
Papa Bento XVI é visto ao celebrar missa na Basília de São Pedro, no Vaticano. Bento XVI disse neste domingo que os líderes católicos devem ter coragem para enfrentar os ataques de "agnosticismo intolerante" que prevalece em muitos países. 06/01/2013 REUTERS/Max Rossi