Não há instabilidade na Venezuela, diz Marco Aurélio Garcia

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 19:40 BRST
 

Por Ana Flor

BRASÍLIA, 7 Jan (Reuters) - O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta segunda-feira que o Planalto não vê instabilidade nem desrespeito à Constituição venezuelana nos planos do governo do país de adiar a posse de Hugo Chávez, marcada para quinta-feira, até que se confirme ou não a incapacidade permanente do presidente reeleito.

Garcia esteve entre 31 de dezembro e 1 de janeiro em Cuba, onde Chávez, 58 anos, continua internado em razão de um câncer e, apesar de não ter visto o presidente venezuelano, conversou "longamente" com seu vice, Nicolás Maduro, e com os líderes cubanos Fidel e Raúl Castro.

"Não existe nenhuma instabilidade concreta na Venezuela", afirmou Garcia a jornalistas. Ele reconheceu, no entanto, que há um "vazio constitucional" que deve ser avaliado pela Suprema Corte do país.

Segundo ele, as informações são de que o estado de saúde de Chávez é "grave" e que o presidente venezuelano está "enfraquecido, apesar de consciente". Garcia deu a entender que há poucas chances de Chávez estar na Venezuela para a posse, marcada para quinta-feira.

O debate travado entre oposição e chavistas é alimentado por uma dúvida legal se, com a impossibilidade de Chávez tomar posse no dia 10, novas eleições nacionais deveriam ser convocadas no prazo de 30 dias.

O governo chavista afirma que há espaço para que a posse seja adiada e que, ao fim de um prazo de 90 dias, renováveis por mais 90, uma junta médica avalie se Chávez deve ser declarado incapacitado para assumir --e só então novas eleições ocorreriam.

Chávez não é visto em público desde dezembro, quando voltou a Cuba para uma quarta cirurgia para tratar de um câncer recorrente na região pélvica. Nos últimos dias ele sofreu com uma hemorragia e infecção pulmonar.

Para Garcia, a oposição venezuelana também não quer uma nova eleição neste momento. "A impressão que tenho é que não interessará à oposição uma eleição imediata", disse ele.   Continuação...