Coreia do Sul vai expandir energia nuclear apesar de temores com segurança

terça-feira, 8 de janeiro de 2013 09:28 BRST
 

Por Meeyoung Cho

SEUL, 8 Jan (Reuters) - A Coreia do Sul terá que expandir seu programa de usinas nucleares, apesar da crescente preocupação da população com questões de segurança após o desastre de 2001 em Fukushima, no Japão, e uma série de sustos que fecharam dois reatores no ano passado.

A proporção de sul-coreanos que consideram a energia nuclear segura caiu para 34,8 por cento, em um estudo conduzido em novembro e publicado nesta terça-feira, uma queda em relação aos 40 por cento em abril de 2011 e 71 por cento em janeiro de 2010, informou o ministério da Economia do Conhecimento.

O ministério foi fortemente criticado por seu papel como regulador e operador das usinas nucleares do país, e uma de suas subsidiárias foi acusada de suprimir a opinião pública negativa após o desastre de Fukushima ao não publicar as sondagens de opinião.

Um escândalo de peças falsas fechou dois reatores no ano passado e a indústria omitiu detalhes do fechamento no reator Kori No.1 no início de 2012.

"É uma prioridade urgente para recuperar a confiança e a segurança dos reatores, assim como é inevitável manter a energia nuclear em uma determinada porcentagem do suprimento total de energia, considerando a situação do fornecimento de energia e da demanda", disse o ministério.

Os dois reatores com problemas foram restabelecidos por completo na semana passada, aliviando temores com a falta de energia durante o inverno.

Três outros estão desligados para manutenção e aprovação operacional, porém o abastecimento energético continua sendo uma preocupação em meio aos picos da demanda no inverno, que são esperados até o final do mês que vem.

A quarta maior economia da Ásia, que é altamente dependente de importação de gás e petróleo, planeja acrescentar 11 reatores até 2024 além de seus 23 reatores já existentes que fornecem um terço da energia total do país.

 
Homem carrega barril de lixo radioativo de brincadeira durante manifestação para exigir o fim das usinas nucleares, em Seul, em junho de 2011. A Coreia do Sul terá que expandir seu programa de usinas nucleares, apesar da crescente preocupação da população com questões de segurança após o desastre de 2001 em Fukushima, no Japão, e uma série de sustos que fecharam dois reatores no ano passado. 9/06/2011 REUTERS/Jo Yong-Hak