Aumento de impostos faz norte-americanos sentirem aperto de austeridade

sábado, 12 de janeiro de 2013 15:13 BRST
 

Por Jason Lange

WASHINGTON, 12 Jan (Reuters) - Os norte-americanos estão começando a sentir o aperto da decisão de Washington de abraçar medidas de austeridade destinadas a diminuir o déficit orçamentário do país.

Os salários diminuíram em todo o país ao longo da semana passada devido às maiores taxas de impostos federais, e os trabalhadores já estão reduzindo nas despesas, o que irá arrastar a economia este ano.

Em Warren, Rhode Island, Ben DeCastro recebeu seu primeiro salário na sexta-feira, sobre o qual os impostos aumentaram 2 pontos percentuais. Isso dá cerca de 30 dólares por semana.

"Você senta e faz o cálculo, e são 30 dólares que eu não vou gastar em um restaurante", disse DeCastro.

Políticos em Washington fizeram muito burburinho na semana passada sobre um acordo bipartidário para suavizar ou adiar cerca de 600 bilhões de dólares em aumentos de impostos e cortes nos gastos do governo programados para o início do ano.

O presidente Barack Obama disse que o acordo protegeria 98 por cento dos norte-americanos a partir de um aumento de impostos para classe média.

No entanto, para a maioria dos trabalhadores, ricos e pobres, os impostos subiram em 31 de dezembro, à medida que a suspensão temporária de um imposto sobre os salários acabou. Esse corte - uma redução de 2 pontos percentuais em uma taxa que financia o fundo da previdência social - foi posto em prática há dois anos para ajudar a economia, que ainda estava sofrendo com a recessão de 2007 a 2009.

Cerca de 160 milhões de trabalhadores pagam esse imposto, e o aumento vai custar ao trabalhador médio cerca de 700 dólares por ano, de acordo com o Centro de Política Tributária em Washington.   Continuação...

 
Mulheres fazem compras em Nova York, em dezembro de 2012. Os norte-americanos estão começando a sentir o aperto da decisão de Washington de abraçar medidas de austeridade destinadas a diminuir o déficit orçamentário do país. 26/12/2012 REUTERS/Eduardo Munoz