França bombardeia reduto islamista no norte do Mali

domingo, 13 de janeiro de 2013 17:16 BRST
 

Por Bate Felix e Chine Labbé

SÃO PAULO, 13 Jan (Reuters) - Caças franceses bombardearam neste domingo um reduto rebelde islamista no distante norte do Mali. Ao mesmo tempo, o governo da França enviava mais tropas para a capital do país, Bamaco, enquanto aguarda a chegada de uma força de países do oeste africano para desalojar rebeldes ligados à rede Al Qaeda que ocupam áreas do norte malinês.

O ataque em Gao, a maior cidade da região desértica controlada por uma aliança de grupos islamistas, marcou uma decisiva intensificação do conflito no terceiro dia de ataques de caças franceses, que bombardeiam o centro do vasto território capturado por rebeldes em abril.

A França está determinada a acabar com a dominação islamista do norte de Mali, que muitos temem poderia se transformar em uma base de ataques contra o Ocidente, ligada à Al-Qaeda no Iêmen, na Somália e na África do Norte.

O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, disse que a intervenção francesa, iniciada na sexta-feira, impediu que o avanço dos rebeldes chegasse a Bamaco. Ele enfatizou que os ataques aéreos vão continuar.

"O presidente está totalmente determinado em erradicar esses terroristas que ameaçam a segurança do Mali, do nosso país e da Europa", disse Le Drian à televisão francesa.

Em Gao, cidade poeirenta nas margens do rio Níger, onde os islamistas impuseram uma forma extrema de interpretação da Sharia (lei religiosa islâmica), moradores disseram que os jatos franceses bombardearam o aeroporto e posições dos insurgentes. Uma enorme nuvem de fumaça negra subiu de acampamento dos militantes no norte da cidade, e caminhonetes transportavam mortos e feridos para o hospital.

"Os aviões são tão rápidos que você só pode ouvir seu som no céu", disse por telefone a moradora Soumaila Maiga. "Estamos felizes, mesmo que seja assustadora. Em breve seremos libertados."

O governo francês informou que quatro dos mais sofisticados jatos Rafale partiram da França para atacar campos de treinamento dos rebeldes, depósitos estratégicos e infraestrutura em Gao, com o objetivo de enfraquecê-los e impedi-los de voltar para o sul.   Continuação...