Irã pode produzir urânio para bomba atômica até 2014, dizem especialistas dos EUA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 15:06 BRST
 

Por Tabassum Zakaria

WASHINGTON, 14 Jan (Reuters) - O Irã pode produzir urânio num grau de enriquecimento suficiente para uma ou mais bombas nucleares até meados de 2014, e os Estados Unidos e seus aliados deveriam intensificar as sanções contra Teerã antes que esse ponto seja atingido, disse um relatório divulgado por um grupo de especialistas norte-americanos em não proliferação.

O presidente dos EUA, Barack Obama, também deveria declarar de maneira clara que os Estados Unidos vão agir militarmente para evitar que o Irã adquira uma arma nuclear, afirma o relatório.

A agência nuclear da Organização das Nações Unidas, a Agência Internacional de Energia Atômica, expressou o temor de que o programa nuclear do Irã tenha uma dimensão militar. Teerã, que diz que seu programa nuclear tem propósitos energéticos pacíficos, diz que essas alegações não têm fundamento.

O relatório de 154 páginas, "Estratégia Norte-americana de Não Proliferação para o Oriente Médio em Transformação", produzido por cinco especialistas em não proliferação, deve ser divulgado nesta segunda-feira.

"Tendo por base a trajetória atual do programa nuclear do Irã, estimamos que o Irã possa atingir a capacidade crítica em meados de 2014", diz o relatório.

O documento define "capacidade crítica" como o ponto em que o Irã será capaz de produzir suficiente urânio enriquecido em um grau que pode ser usado em armas para uma ou mais bombas sem a detecção do Ocidente.

Até meados de 2014, o Irã teria tempo suficiente para conseguir uma instalação secreta de enriquecimento de urânio ou para aumentar de forma significativa o número de centrífugas para seu programa nuclear, disse David Albright, um dos co-presidentes do projeto e presidente do Instituto para a Ciência e a Segurança Internacional.

"Não achamos que exista nenhuma usina secreta de enriquecimento fazendo um enriquecimento secreto de urânio significativo agora", ele disse à Reuters. Mas há um "temor verdadeiro" de que o Irã possa construir tal usina, disse.   Continuação...