Disparidade de renda e número de famílias pobres crescem nos EUA

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 15:25 BRST
 

Por Susan Heavey

WASHINGTON, 15 Jan (Reuters) - O número de famílias que enfrentam a pobreza apesar de terem emprego continuou crescendo nos EUA em 2011, quando mais gente voltou a trabalhar, mas principalmente em funções mal remuneradas no setor de serviços, revelou uma análise divulgada nesta terça-feira.

Mais chefes de família aceitaram vagas como caixas, empregadas, garçons e outros empregos em setores que oferecem baixos salários, baixa carga horária e poucos benefícios, segundo o Projeto dos Pobres Trabalhadores, um esforço com financiamento privado voltado para a melhora da segurança econômica para famílias de baixa renda.

O resultado é que em 2011 havia 200 mil famílias de "pobres trabalhadores" a mais do que em 2010, segundo o relatório, que se baseia na análise dos dados mais recentes do Censo.

Cerca de 10,4 milhões dessas famílias --ou 47,5 milhões de norte-americanos-- agora vivem próximas da pobreza, definida nos EUA como sendo uma renda inferior ao limite oficial de pobreza, que é de 22.811 dólares por ano para uma família de quatro pessoas.

No geral, quase um terço das famílias trabalhadoras atualmente enfrenta dificuldades, segundo a análise. Em 2007, quando a recessão nos EUA começou, eram 28 por cento.

"Embora muita gente esteja voltando a trabalhar, elas estão muitas vezes assumindo vagas com salários menores e menos segurança no emprego, em comparação aos empregos de classe média que tinham antes da crise econômica", disse o relatório.

As conclusões ocorrem quase três anos depois de o país ter oficialmente deixado a recessão, no segundo semestre de 2009.

Brandon Roberts, coautor do estudo, disse que os resultados são de certa forma surpreendentes, já que no ano passado funcionários do Censo disseram que a taxa de pobreza no país se estabilizara.   Continuação...

 
Pessoas aguardam na fila que dobra o quarteirão por uma refeição de Ação de Graças servida para pessoas carentes e sem teto em Los Angeles, em novembro de 2012.O número de famílias que enfrentam a pobreza apesar de terem emprego continuou crescendo nos EUA em 2011. 21/11/2012 REUTERS/Jason Redmond