17 de Janeiro de 2013 / às 14:07 / 5 anos atrás

Ataque de forças da Argélia mata muitos reféns em complexo de gás

Por Lamine Chikhi

ARGEL, 17 Jan (Reuters) - Muitas pessoas morreram quando forças argelinas abriram fogo contra um veículo em um remoto complexo de gás onde homens armados mantêm dezenas de reféns ocidentais, disseram nesta quinta-feira um morador da localidade e veículos de comunicação árabes.

O residente, que pediu anonimato, disse que havia muitos corpos no local. Ele não deu números precisos dos mortos ou disse se seriam sequestradores ou reféns.

A agência de notícias da Mauritânia ANI, que está em contato constante com os sequestradores, informou que 34 reféns foram mortos durante ataques aéreos.

A ANI afirmou também que 14 sequestradores foram mortos nos ataques realizados pelas Forças Armadas argelinas, que haviam cercado a remota instalação de extração de gás no deserto, onde os sequestradores estavam refugiados.

A emissora de TV sediada no Catar Al Jazeera divulgou uma informação semelhante, citando suas próprias fontes.

A ANI citou o porta-voz dos sequestradores dizendo que eles matariam o resto dos reféns caso o Exército se aproximasse.

Governos ao redor do mundo fizeram reuniões de emergência para reagir a uma das maiores crises internacionais com reféns das últimas décadas, que aumentou acentuadamente os riscos da campanha francesa de uma semana contra rebeldes ligados à Al Qaeda no Saara.

Um fonte da força de segurança argelina disse mais cedo que 25 reféns estrangeiros haviam escapado do complexo cercado, incluindo dois japoneses.

A fonte disse à Reuters que os sequestradores haviam exigido uma passagem segura para sair com os prisioneiros. A Argélia recusou-se a negociar com o que disse ser um bando de 20 combatentes.

Um grupo que se autodenomina “Batalhão do Sangue” disse ter sequestrado 41 reféns estrangeiros, incluindo norte-americanos, japoneses e europeus, depois de invadirem um complexo de exploração de gás e as moradias funcionários no amanhecer de quarta-feira.

Os agressores exigiram o fim da campanha militar francesa no Mali, onde centenas de soldados franceses começaram uma ofensiva terrestre contra os rebeldes, uma semana depois de o governo francês abrir fogo contra os militantes a partir do ar.

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