Trinta reféns e 11 militantes foram mortos na Argélia, dizem fontes

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 20:50 BRST
 

Por Lamine Chikhi

ARGEL, 17 Jan (Reuters) - Pelo menos 30 reféns, entre eles ao menos sete estrangeiros, e 11 militantes islâmicos morreram quando tropas argelinas tentaram recuperar o controle de uma usina de gás invadida pelos militantes na véspera no sul do país, disseram fontes argelinas.

O governo do país, por sua vez, informou que vários reféns foram mortos, sem precisar um número exato de vítimas.

Em meio a relatos de mais baixas numa das piores crises internacionais envolvendo reféns nas últimas décadas, líderes ocidentais manifestaram irritação por não terem sido consultados de antemão sobre a operação militar argelina. Cerca de oito horas depois do início da ofensiva, a imprensa estatal argelina disse que a operação já estava encerrada.

Os governos dos EUA, Grã-Bretanha, Noruega, França, Romênia e Áustria disseram que há cidadãos seus entre os reféns.

A Argélia informou que seus soldados se viram obrigados a agir para tentar libertar o grupo por causa da atitude intransigente dos sequestradores.

"Quando o grupo terrorista insistiu em deixar a instalação, levando consigo os reféns para países vizinhos, foi emitida a ordem às unidades especiais para atacarem a posição onde os terroristas estavam entrincheirados", disse o ministro argelino das Comunicações, Mohamed Said, à agência estatal de notícias.

O impasse começou na madrugada de quarta-feira, quando militantes de um grupo que se intitula Batalhão de Sangue invadiu a usina de gás no Saara.

Eles disseram ter capturado 41 estrangeiros, e exigiram o fim de uma intervenção militar da França contra rebeldes ligados à Al Qaeda no vizinho Mali.   Continuação...

 
O premiê da Noruega, Jens Stoltenberg (direita), e o chanceler Espen Barth Eide falam sobre a situação dos reféns na Argélia durante entrevista coletiva em Oslo, na Noruega, nesta quinta-feira. Os governos dos EUA, Grã-Bretanha, Noruega, França, Romênia e Áustria disseram que há cidadãos seus entre os reféns. 17/01/2013 REUTERS/Berit Roald/NTB Scanpix