Trinta reféns e 11 militantes foram mortos na Argélia, dizem fontes
Por Lamine Chikhi
ARGEL, 17 Jan (Reuters) - Pelo menos 30 reféns, entre eles ao menos sete estrangeiros, e 11 militantes islâmicos morreram quando tropas argelinas tentaram recuperar o controle de uma usina de gás invadida pelos militantes na véspera no sul do país, disseram fontes argelinas.
O governo do país, por sua vez, informou que vários reféns foram mortos, sem precisar um número exato de vítimas.
Em meio a relatos de mais baixas numa das piores crises internacionais envolvendo reféns nas últimas décadas, líderes ocidentais manifestaram irritação por não terem sido consultados de antemão sobre a operação militar argelina. Cerca de oito horas depois do início da ofensiva, a imprensa estatal argelina disse que a operação já estava encerrada.
Os governos dos EUA, Grã-Bretanha, Noruega, França, Romênia e Áustria disseram que há cidadãos seus entre os reféns.
A Argélia informou que seus soldados se viram obrigados a agir para tentar libertar o grupo por causa da atitude intransigente dos sequestradores.
"Quando o grupo terrorista insistiu em deixar a instalação, levando consigo os reféns para países vizinhos, foi emitida a ordem às unidades especiais para atacarem a posição onde os terroristas estavam entrincheirados", disse o ministro argelino das Comunicações, Mohamed Said, à agência estatal de notícias.
O impasse começou na madrugada de quarta-feira, quando militantes de um grupo que se intitula Batalhão de Sangue invadiu a usina de gás no Saara.
Eles disseram ter capturado 41 estrangeiros, e exigiram o fim de uma intervenção militar da França contra rebeldes ligados à Al Qaeda no vizinho Mali. Continuação...

