Ministério Público investiga aval à operação de alto-forno 2 da CSA

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 10:36 BRST
 

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 18 Jan (Reuters) - O Ministério Público do Rio de Janeiro está concluindo uma investigação por supostas irregularidades na autorização de funcionamento do segundo alto-forno da CSA, adicionando mais tormenta à siderúrgica deficitária no Brasil que a alemã ThyssenKrupp tenta vender.

Uma autoridade à frente do caso disse à Reuters que a investigação poderá resultar em nova ação judicial contra a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), que tem a mineradora Vale como acionista minoritária.

Três investigações que envolvem a CSA estão em andamento, em uma das quais o MP apura possível crime na autorização para início de operação do segundo alto-forno, em dezembro de 2010, afirmou o promotor do Ministério Público Leonardo Kataoka.

As investigações acontecem enquanto a ThyssenKrupp recebe propostas de interessados por sua unidade Steel Americas, que inclui a CSA e a usina da companhia alemã nos Estados Unidos.

Uma fonte afirmou à Reuters que a ThyssenKrupp recebeu oferta de 3,8 bilhões de dólares da CSN pela Steel Americas e que a ArcelorMittal propôs pagar 1,5 bilhão de dólares apenas pela usina nos EUA.

Segundo Kataoka, quem ficar com a CSA poderá ter de enfrentar problemas na Justiça pelos processos em andamento. "A responsabilização penal da empresa certamente é transferida para quem a comprar", afirmou.

A CSA enfrenta processo criminal resultante de duas ações penais ajuizadas pelo MP por emissões de resíduos poluentes a partir da produção do primeiro alto-forno, em agosto de 2010, e também por poluição causada após a operação do segundo alto-forno, em dezembro do mesmo ano.

As emissões provocaram o fenômeno conhecido como "chuva de prata", que afeta o meio ambiente e prejudica a população local podendo causar doenças respiratórias.   Continuação...