Estrangeiros continuam reféns no Saara
Por Lamine Chikhi e Abdelaziz Boumzar
ARGEL, 18 Jan (Reuters) - Pelo menos 20 estrangeiros continuam desaparecidos ou em cativeiro nesta sexta-feira dentro de uma usina de gás depois que tropas argelinas invadiram o complexo numa região de deserto na Argélia para libertar centenas de pessoas feitas reféns por insurgentes islâmicos.
Mais de um dia depois da ação militar argelina nos confins do Saara, ainda há muitas dúvidas sobre o número e o destino das vítimas, para desespero e irritação dos governos que têm cidadãos envolvidos na crise.
Os relatos sobre o número de reféns mortos na ofensiva variam de 12 a 30, e muitos estrangeiros continuam sem ser localizados.
O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, que tem oito compatriotas desaparecidos, disse que insurgentes ainda controlam a usina de gás propriamente dita, enquanto as forças argelinas dominam o alojamento vizinho.
Líderes da Grã-Bretanha, Japão e outros países criticaram a Argélia por ter lançado a operação sem consultá-los. Muitos países também evitam divulgar informações sobre seus cidadãos capturados para não ajudar os sequestradores.
Uma fonte argelina de segurança disse que 30 reféns, incluindo pelo menos sete ocidentais, foram mortos durante a ação militar da quinta-feira, junto com pelo menos 18 sequestradores. Oito dos reféns mortos eram argelinos, e a nacionalidade dos demais ainda não está clara, segundo essa fonte.
Já a agência estatal de notícias APS contabilizou 12 reféns mortos, entre argelinos e estrangeiros.
A Argélia disse que decidiu atacar os sequestradores porque eles estavam tentando levar reféns para o exterior. Continuação...

