Líderes africanos se reúnem para finalizar força africana em Mali

sábado, 19 de janeiro de 2013 13:30 BRST
 

Por Joe Bavier

ABIDJAN, 19 Jan (Reuters) - Líderes africanos reunidos na Costa do Marfim devem assinar uma missão regional que vai assumir das forças francesas a tarefa de combater os militantes ligados à Al Qaeda em Mali, mas ainda faltam os recursos necessários e planejamentos.

A França realiza ataques aéreos e destacou tropas em solo para conter o avanço dos insurgentes, impedindo que os militantes ampliem seu controle na zona deserta do norte de Mali.

Os riscos cresceram muito nesta semana, quando militantes armados citaram a intervenção francesa como pretexto para atacar uma usina de gás na vizinha Argélia e tomar reféns. Há um número desconhecido de mortos e mais de 20 estrangeiros permanecem detidos ou desaparecidos neste sábado.

A crise forçou as nações africanas a acelerarem sua própria missão em Mali, o que estava planejado para acontecer somente em setembro.

Um diplomata do Ocidente disse que ainda há muitas incertezas, embora os chefes de Estado devem confirmar oficialmente as promessas de destacar cerca de 5.000 soldados africanos para se somarem às forças francesas em Mali.

"Esse é o processo. Mas o conteúdo ainda é uma interrogação e tomara que seja o que eles vão nos explicar agora", afirmou um diplomata, pedindo para não ser identificado.

Nigéria e Togo já começaram a destacar seus soldados, enquanto Níger, Burkina Faso e Chade devem fazer o mesmo em breve. Mas o diplomata disse que a missão, que ganhou apoio do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) no ano passado, permanece "fluída".

"QUEM VAI PAGAR?"   Continuação...

 
Cúpula de líderes africanos na Costa do Marfim deve assinar uma missão regional para substituir operações das tropas francesas contra militantes ligados à al Qaeda em Mali. 19/01/2013 REUTERS/Thierry Gouegnon