Argélia diz que 37 estrangeiros morreram em cerco liderado por canadense
Por Lamine Chikhi
ARGEL, 21 Jan (Reuters) - Um total de 37 trabalhadores estrangeiros morreu em um complexo de exploração de gás no deserto argelino, e sete ainda estão desaparecidos depois da captura de reféns liderada por um canadense, disse o primeiro-ministro argelino, Abdelmalek Sellal, na segunda-feira.
Sellal também disse que 29 islamistas tinham sido mortos no cerco, que chegou ao fim depois que as forças argelinas invadiram o complexo, e que três haviam sido capturados vivos.
Antes, uma fonte da área de segurança argelina disse à Reuters que documentos encontrados nos corpos de dois militantes os identificavam como sendo canadenses, enquanto as forças especiais vasculhavam o complexo depois do final sangrento no sábado.
"Um canadense estava entre os militantes. Ele estava coordenando o ataque", disse Sellal em uma coletiva de imprensa, acrescentando que os agressores tinham ameaçado explodir a instalação de gás.
O nome do canadense foi divulgado apenas como sendo Chedad. Em Ottawa, o departamento de relações exteriores do Canadá disse que estava buscando informações, mas se referiu ao possível envolvimento de apenas um canadense.
Trabalhadores norte-americanos, britânicos, franceses, japoneses, noruegueses, filipinos e romenos morreram ou estão desaparecidos depois do ataque, cuja autoria foi reivindicada pelo combatente muçulmano veterano Mokhtar Belmokhtar em nome da Al Qaeda.
Os jihadistas tinham planejado o ataque dois meses atrás no vizinho Mali, onde forças francesas começaram a combater islamistas neste mês, acrescentou Sellal.
Em Tóquio, o primeiro-ministro Shinzo Abe disse em uma coletiva de imprensa que tinha recebido informações de que sete japoneses foram mortos e que o destino de outros três ainda era ignorado. Continuação...

