21 de Janeiro de 2013 / às 20:53 / em 5 anos

Sócias da MMX, Wisco e SK não acompanharão aumento de capital

RIO DE JANEIRO, 21 Jan (Reuters) - As duas principais sócias minoritárias da mineradora MMX, a chinesa Wisco e a sul-coreana SK Networks, não irão participar do aumento de capital da empresa.

A informação foi concedida nesta segunda-feira por Guilherme Escalhão, que está deixando a presidência da MMX.

Segundo ele, as duas sócias não participaram da primeira fase do aumento de capital da companhia, cujo prazo para adesão terminou na última sexta-feira.

“Eles não devem participar do aumento de capital por motivo deles. A participação deve ser diluída proporcionalmente”, disse Escalhão, durante teleconferência de apresentação do novo presidente da empresa, Carlos Gonzalez.

A Wisco Brasil, que pertence à quinta maior siderúrgica do mundo, a chinesa Wuhan Iron & Steel, detém hoje 16 por cento da MMX. A companhia comprou uma participação na MMX em fevereiro de 2010 por meio de um aporte de 400 milhões de dólares.

Já a SK Networks, que faz parte do SK Group, um dos maiores conglomerados da Coreia do Sul, possui 14 por cento da empresa. A empresa investiu 700 milhões de dólares em setembro de 2010 para adquirir fatia na MMX.

A MMX está captando cerca de 1,4 bilhão de reais por meio do aumento de capital anunciado no início de dezembro.

Escalhão reafirmou que o acionista controlador, Eike Batista, tem o compromisso de subscrever todas as sobras da operação de aumento de capital da empresa.

O prazo final para subscrição de sobras do aumento de capital é 15 de fevereiro de 2013.

Ele disse, porém, que houve adesão de outros minoritários à subscrição de aumento de capital da empresa.

ENDIVIDAMENTO

Segundo a Planner Corretora, o aumento de capital da MMX é importante para que a empresa reduza seu endividamento total, que atingiu 2,8 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2012.

“Em função dos pesados investimentos que vem desenvolvendo, em um momento ainda de baixa geração de caixa, o endividamento da MMX elevou-se fortemente”, escreveu o analista Luiz Caetano, em relatório.

“Esta captação equivale a 59 por cento da dívida líquida no final no terceiro trimestre de 2012 ou a 68 por cento dos investimentos programados para 2013.”

Segundo a Planner, a estimativa é que a dívida líquida da empresa atinja 3,9 bilhões de reais ao final de 2013 (já considerando a emissão de ações) e 6 bilhões de reais em 2014.

“Com números de endividamento dessa magnitude, acreditamos que a empresa deve vir a captar no futuro não somente através de dívida, mas novamente via ações”, escreveu a Planner.

Reportagem de Leila Coimbra

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