Israel vai às urnas e deve reeleger Netanyahu

terça-feira, 22 de janeiro de 2013 08:53 BRST
 

Por Crispian Balmer

JERUSALÉM, 22 Jan (Reuters) - Os israelenses participaram na terça-feira de uma eleição que deve conferir um terceiro mandato ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, levando o Estado judeu ainda mais para a direita, para mais longe da paz com os palestinos e na direção de um confronto com o Irã.

Netanyahu promete manter a construção de assentamentos para judeus em territórios conquistados durante a guerra de 1967, o que desagrada aliados internacionais e pode piorar as já tensas relações com o governo dos EUA.

As pesquisas preveem que o partido direitista Likud, de Netanyahu, e seus aliados ultranacionalistas do Yisrael Beitenu vão formar maioria no Knesset (Parlamento), mas com uma bancada consideravelmente menor do que eles esperavam inicialmente.

"Queremos que Israel tenha sucesso, votamos Likud-Beitenu . Quanto maior ele for, mais Israel irá ter sucesso", disse Netanyahu após votar, junto da mulher e dois filhos.

Há 5,66 milhões de israelenses cadastrados para votar, e as urnas permanecem abertas até as 22h (18h em Brasília). Os resultados completos são esperados na manhã de quarta-feira, dando início a discussões sobre a formação da coalizão, o que pode levar várias semanas.

Nenhum partido israelense jamais garantiu maioria absoluta, o que significa que Netanyahu terá de atrair aliados para controlar o Knesset (Parlamento, com 120 cadeiras).

O ex-militar tradicionalmente procura o apoio de partidos religiosos e conservadores, e desta vez deve abordar o milionário Naftali Bennett, grande surpresa da atual campanha, que deve levar o ultradireitista partido Bait Yehudi (Lar Judaico) ao terceiro lugar no pleito, elegendo até 14 deputados.

As últimas pesquisas, na sexta-feira, sugeriam que o Likud-Beitenu deve eleger 32 parlamentares -dez a menos do que na eleição de 2009, quando eles concorreram separadamente.   Continuação...

 
Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, deposita seu voto em urna durante eleições parlamentares, em Jerusalém. 22/01/2013 REUTERS/Uriel Sinai/Pool