Grupo Eletrobras reduz custos e atinge patrocínios esportivos
Por Leonardo Goy
BRASÍLIA, 22 Jan (Reuters) - Com a perspectiva de receitas menores pela renovação de suas concessões, algumas subsidiárias da Eletrobras já iniciaram programas de redução de despesas, antes mesmo de o comando da holding aprovar o novo plano de negócios do grupo para readequar os custos à nova realidade do setor elétrico.
Os cortes vão da redução de horas extras ao cancelamento de patrocínios esportivos e institucionais, e são cruciais para a empresa encarar a queda de receita de 8,7 bilhões de reais por ano com a renovação antecipada e onerosa de concessões elétricas que venceriam entre 2015 e 2017.
Formalmente, a Eletrobras ainda está analisando onde cortar despesas e até o fim do primeiro trimestre deve aprovar um novo plano de negócios. Uma fonte graduada da empresa informou que o pacote geral de cortes ainda não chegou às mãos do Conselho de Administração da holding estatal.
Algumas controladas e até a própria holding, porém, já começaram a buscar economias.
É o caso da geradora e transmissora de energia Chesf. Segundo uma fonte da companhia, a meta é reduzir o custeio anual em cerca de 200 milhões de reais, o equivalente a 20 por cento do total. Além de um Plano de Demissão Voluntária (PDV), a empresa tem cortado horas extras e verbas com viagens.
"Já estamos fazendo ajustes. Tem coisa que não muda do dia para a noite", disse a fonte, sob condição de anonimato.
Em setembro do ano passado, a Chesf anunciou a suspensão, por tempo indeterminado, do recebimento de propostas de patrocínio.
Quem também está cortando patrocínios é a própria holding Eletrobras. Segundo uma terceira fonte no grupo, o contrato anual de 16 milhões de reais com o Vasco da Gama deve ser cancelado. Continuação...

