Conta de luz cairá mais que prometido por Dilma

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013 15:58 BRST
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA, 23 Jan (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff anunciará nesta quarta-feira, em pronunciamento, que a conta de luz cairá mais do que o prometido em setembro passado, com a redução para residências de 18,5 por cento na média, disse à Reuters uma fonte do governo a par do assunto.

Segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato, a tarifa de energia para a indústria cairá de 32 a 34 por cento.

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, confirmou nesta quarta-feira, a jornalistas, que a queda na tarifa residencial será de cerca de 18 por cento e que para os consumidores industriais a redução será de cerca de 32 por cento.

A diminuição do custo da energia será possível com a renovação antecipada e onerosa de concessões elétricas que venceriam de 2015 a 2017 e pela redução ou fim de encargos sobre o setor.

Além de ampliar a competitividade da indústria nacional e estimular a economia, o corte maior na conta de luz dará um alívio à inflação --que se encontra sob pressão.

Inicialmente, o governo pretendia garantir uma redução da conta de luz de cerca de 16 por cento para residências e de até 28 por cento para indústrias.

Segundo a fonte, o Tesouro Nacional arcará com os custos implícitos na redução maior da tarifa de energia, com aporte superior a 8 bilhões de reais, contra 3,3 bilhões de reais previstos inicialmente.

As novas tarifas das distribuidoras, já com os descontos, serão votadas na quinta-feira, a partir das 10h, pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em processo de revisão tarifária extraordinária. Os descontos entrarão em vigor em 5 de fevereiro.   Continuação...

 
Vista de torres e cabos de alta tensão que transportam eletricidade no Estado do Pará na Bacia Amazônica próximo a Marabá. A presidente Dilma Rousseff anunciará nesta quarta-feira, em pronunciamento, que a conta de luz cairá mais do que o prometido em setembro passado, com a redução para residências de 18,5 por cento na média, disse à Reuters uma fonte do governo a par do assunto. 30/03/2010 REUTERS/Paulo Santos