23 de Janeiro de 2013 / às 18:45 / em 5 anos

Câmara dos EUA aprova plano republicano para teto da dívida até 19/5

Por David Lawder

WASHINGTON, 23 Jan (Reuters) - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira um plano republicano que permite que o governo continue tomando emprestado até meados de maio, colocando-o em direção à aprovação após o apoio do principal senador democrata e da Casa Branca.

A medida foi aprovada na Câmara, cuja maioria pertence ao partido Republicano, por 285 votos a favor e 144 votos contra. Trinta e três republicanos e 111 democratas votaram contra o projeto.

A medida evita por enquanto uma repetição do impasse em agosto de 2011 sobre o teto da dívida que agitou os mercados e resultou em um rebaixamento da classificação de crédito “AAA” do governo.

A votação na Câmara marcou uma acentuada reviravolta nas promessas republicanas de usar a questão do teto da dívida como uma maneira de extrair cortes de gastos do presidente Barack Obama.

Mas o presidente da Câmara, John Boehner, alertou imediatamente após a votação que republicanos usarão a próxima oportunidade --cortes orçamentários automáticos que serão ativados em março-- para exigir “reformas” de Obama.

Os cortes automáticos “passarão a valer” a menos que Obama faça concessões, disse Boehner.

O projeto tem como objetivo atrair senadores republicanos para o debate ao exigir que ambas as Casas aprovem uma resolução orçamentária formal até 15 de abril. Se a Câmara ou o Senado não forem capazes de cumprir esse prazo, o salário de parlamentares será suspenso até que um orçamento seja aprovado.

Por isso, republicanos apelidaram o plano de “Ato de Sem Orçamento, Sem Pagamento em 2013”.

O líder da maioria no Senado, Harry Reid, disse que o Senado, controlado por democratas, vai votar o projeto e aprová-lo sem alterações. Ele e outros líderes democratas no Senado elogiaram o plano republicano por não exigir cortes de gastos para compensar o aumento no limite de endividamento.

Tanto Reid quanto o presidente Obama pediram um aumento do teto da dívida “limpo”.

“Essa proposta nos dá algo com o que podemos trabalhar aqui no Senado”, acrescentou o senador Charles Schumer, um democrata de Nova York.

Republicanos apoiaram o projeto face às pesquisas que mostram que norte-americanos culpam-nos, e não os democratas, pela incerteza em torno do chamado “abismo fiscal”, que foi resolvido perto do ano novo por meio de um aumento sobre os impostos que incorrem sobre os mais ricos.

Democratas na Câmara que votaram contra o plano queixaram-se de que ele é uma medida temporária de motivação política que cria um novo “abismo fiscal”.

Reportagem de David Lawder

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