Na TV, Dilma anuncia redução maior que a esperada na tarifa de energia

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013 21:32 BRST
 

BRASÍLIA, 23 Jan (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira uma redução maior do que a esperada na tarifa de energia elétrica já a partir de quinta-feira, de 18 por cento para consumidores domésticos e de até 32 por cento para indústria, agricultura, comércio e serviços.

Em pronunciamento em rede nacional de TV na noite desta quarta-feira, Dilma afirmou que o Brasil não corre risco de racionamento de energia e que a situação no setor energético é segura, chamando de "alarmistas" as previsões de risco de desabastecimento.

"Com essa redução de tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver numa situação ainda mais especial no setor elétrico", disse ela. A redução será feita por meio de decreto e uma medida provisória, segundo a assessoria do Palácio do Planalto.

Inicialmente, o governo pretendia garantir uma redução da conta de luz de cerca de 16 por cento para residências e de até 28 por cento para indústrias.

Dilma disse que as chuvas dos últimos dias irão exigir menos das usinas termelétricas, apesar de o acionamento delas, que ocorre quase todos os anos, ser "usual, normal, seguro e correto", sem "maiores riscos ou inquietações".

A presidente criticou discursos "alarmistas" e "previsões sem fundamento" sobre a possibilidade de cortes no fornecimento de energia. "Como era de se esperar, estas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único quilowatt que precisava", disse.

Segundo Dilma, novas usinas e linhas de transmissão em construção vão aumentar em 7 por cento a produção de energia, e a capacidade instalada irá dobrar nos próximos 15 anos.

Sem fazer citações diretas, ela comparou quem afirmou que o governo não conseguiria reduzir as tarifas de energia com aqueles que não acreditavam que fosse possível reduzir os juros no país, atualmente no recorde histórico de baixa de 7,25 por cento.

"Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam primeiro que o governo não conseguiria baixar a conta de luz; depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado", afirmou.   Continuação...

 
A presidente Dilma Rousseff participa de um evento no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quarta-feira. 23/01/2013 REUTERS/Ueslei Marcelino