Bolsas dos EUA sobem em 2013 e calam pessimistas

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 21:34 BRST
 

Por Ryan Vlastelica

NOVA YORK, 25 Jan (Reuters) - As Bolsas dos EUA dispararam em janeiro, aproximando-se de recordes históricos e deixando os pessimistas sem muitos argumentos convincentes.

Os lucros superaram as expectativas, o mercado imobiliário e o mercado de trabalho se fortaleceram, os parlamentares em Washington não parecem mais ser o obstáculo que foram em 2012, e o dinheiro voltou aos fundos de ações.

O índice Standard & Poor's 500 já subiu 5,4 por cento neste ano, superando a marca dos 1.500 pontos --onde os estrategistas de Wall Street previam que chegaria só em meados do ano. O índice Dow Jones está a 2,2 por cento do seu recorde histórico, batido em outubro de 2007. O Dow encerrou sua sessão da sexta-feira em 13.895,98 pontos, maior nível desde 31 de outubro de 2007.

O S&P tem alta há quatro semanas e oito pregões consecutivos, maior série de dias positivos desde 2004. Na sexta-feira, o índice de referência S&P 500 fechou em 1.502,96 --primeiro fechamento acima dos 1.500 pontos em cinco anos.

"Uma vez que passarmos do nível de resistência de 1.510, aumentamos dramaticamente a probabilidade de superarmos as altas de 2007", disse Walter Zimmermann, analista técnico da United-ICAP, em Jersey City, Nova Jersey. "Esse pode ser o começo de uma elevação que leve os papéis para perto de 1.800 dentro dos próximos anos."

A mais recente pesquisa Reuters com estrategistas de Wall Street estimava que o índice de referência subiria a 1.550 pontos até o final do ano, uma meta que está a 3,1 por cento dos atuais níveis. Isso colocaria o S&P 500 a um passo da maior alta já registrada no meio de um pregão, os 1.576,09 pontos alcançados em 11 de outubro de 2007.

O ano novo trouxe um forte aumento nos fluxos de capital para os fundos mútuos de ações dos EUA, e isso ajudou as bolsas a acumularem várias semanas de altas --uma tendência que vale tanto para grandes e pequenas companhias.

Mas isso não significa que não existam preocupações. O crescimento econômico tem sido constante, mas não tão forte quanto muitos esperavam. A taxa de desemprego nas famílias continua alta, em 7,8 por cento. E mais de 75 por cento das ações do S&P 500 já tem mais de 26 semanas de alta, o que significa que o movimento de compras foi longe demais e rápido demais.   Continuação...