Defensoria pública gaúcha pede bloqueio de bens de donos de boate
Por Ana Flor
SANTA MARIA, 28 Jan (Reuters) - A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul entrou no início da noite desta segunda-feira com um pedido de bloqueio de bens dos proprietários da boate Kiss, onde 231 pessoas, a maioria jovens, morreram em um incêndio no domingo.
O pedido da defensoria vem no mesmo dia em que os dois proprietários da boate foram detidos temporariamente junto a dois integrantes da banda que se apresentava no local no momento da tragédia.
A Polícia Civil do Estado disse que foi o acionamento de um sinalizador por um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira que provocou o incêndio.
Segundo o defensor público geral do Estado Nilton Arnecke Maria, o órgão estuda também entrar nos próximos dias com uma ação indenizatória coletiva contra os donos da boate e, talvez, contra o poder público.
"Se houve negligência, a ação poderá envolver também o município e o Estado", disse ele.
Também nesta segunda-feira, a polícia disse que as investigações apontam, além do sinalizador como causa do incêndio, que a porta da boate dificultou a saída das pessoas que tentavam escapar.
"O panorama probatório é esse. Que o local tenha se queimado em razão do sinalizador e que as portas não tenham dado vazão para a saída das pessoas que estavam lá dentro", disse o delegado Marcelo Arigone.
A polícia deteve nesta segunda-feira os dois proprietários da boate --Elisandro Spohr, que está internado em uma clínica na cidade de Cruz Alta, e Mauro Hoffmann-- além de dois integrantes da banda --Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos Neto. Continuação...

