Governo não vai deixar câmbio derreter, diz Mantega

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 16:27 BRST
 

Por Tiago Pariz

BRASÍLIA, 30 Jan (Reuters) - A recente desvalorização do dólar, cotado abaixo de 2 reais pela primeira vez em cerca de sete meses, não implica derretimento da moeda norte-americana e tampouco é uma estratégia para conter a alta dos preços no Brasil, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"O câmbio não irá derreter", disse Mantega nesta quarta-feira a jornalistas, acrescentando que a taxa poderá flutuar dentro de um patamar que não cause prejuízo à indústria nacional. Para ele, uma variação entre 1,98 real e 2,03 reais não é "muito importante" e indica estabilidade.

O dólar voltou a ser cotado abaixo de 2 reais logo na abertura das operações de terça-feira, o que não ocorria desde julho do ano passado.

Em novembro de 2012, Mantega havia dito que o patamar de 2 reais por dólar "veio para ficar". Apesar disso, o ministro insistiu nesta manhã que a política cambial é a mesma.

"Não permitiremos uma valorização especulativa do real e isso veio para ficar. Aviso aos navegantes: isso veio para ficar. Não se entusiasmem porque isso (a valorização especulativa) não vai acontecer."

Os comentários do ministro chegaram a influenciar a cotação da moeda norte-americana, que rompeu brevemente os 2 reais. Mas o dólar desacelerou a alta após o Banco Central anunciar leilão de venda de dólares com compromisso de recompra. Às 15h44, a divisa norte-americana tinha alta de 0,19 por cento, vendida a 1,9885 real.

"O importante é estabilidade sem muita volatilidade, porque atrapalha o exportador. Nos últimos seis meses, teve grande estabilidade do câmbio, isso não quer dizer que fique fixo, ele tem flutuação", disse Mantega.

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O ministro da Fazendo do Brasil, Guido Mantega, fala em reunião nacional em Brasília. A recente desvalorização do dólar, cotado abaixo de 2 reais pela primeira vez em cerca de sete meses, não implica derretimento da moeda norte-americana e tampouco é uma estratégia para conter a alta dos preços no Brasil, afirmou Mantega. 30/01/2013 REUTERS/Ueslei Marcelino