Pedro Taques reúne insatisfeitos e enfrentará Renan Calheiros no Senado

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 20:20 BRST
 

BRASÍLIA, 31 Jan (Reuters) - Após intensas negociações, o senador Pedro Taques (PDT-MT) conseguiu o apoio dos demais colegas incomodados com a candidatura favorita de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado e disputará a eleição de sexta-feira contra o peemedebista.

No entanto, o pedetista, senador pela primeira vez, dificilmente conseguirá apoio suficiente até sexta-feira para fazer frente a Renan. O objetivo do grupo que o apoia é, ao menos, marcar uma posição política e demonstrar que nem todos os parlamentares estão satisfeitos com a volta de Renan ao comando da Casa.

Renan presidiu o Senado até 2007, quando uma série de denúncias o obrigou a renunciar ao cargo num acordo que evitou a possível cassação de seu mandato. À época, o peemedebista era acusado de ter despesas pessoais custeadas por uma empreiteira.

Nesta quinta-feira, Taques conseguiu convencer o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) a desistir da candidatura em seu favor, atraiu o apoio do senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), que é contra o apoio a Renan, e conquistou o apoio da bancada do PSDB.

Os tucanos se reuniram nesta quinta-feira e, depois de um longo debate sobre a conveniência de apoiar Renan ou lançar um candidato próprio na disputa, decidiram apoiar o pedetista, apostando que, com isso, poderiam causar um racha na ala governista da Casa, que deve eleger o peemedebista com folga.

"Nos parece nesse momento aquela (candidatura) que melhor atende a necessidade de renovação da Casa, de renovação dos seus métodos, de independência e de transparência de suas ações", disse o senador Aécio Neves (MG) ao comunicar a decisão do PSDB.

"O número de votos é de somenos importância, o que é mais importante é que nós possamos mostrar que no Senado existe vida que não está atrelada ao passado", disse Taques a jornalistas ao sair da reunião com o PSDB.

INTERVENÇÃO DO PSB

As negociações em torno da candidatura de Taques quase tiveram outro rumo depois de uma intervenção do presidente do PSB, Eduardo Campos, que desde o início da semana vinha articulando uma alternativa ao nome de Renan.   Continuação...