Renan e Taques formalizam candidatura à presidência do Senado

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 12:36 BRST
 

BRASÍLIA, 1 Fev (Reuters) - A disputa pela presidência do Senado terá oficialmente dois postulantes, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Pedro Taques (PDT-MT), cujas candidaturas foram formalmente anunciadas na manhã desta sexta-feira.

Pelo rito de eleição da mesa do Senado, os candidatos precisavam ser oficializados na sessão em que seus nomes são colocados em votação.

Renan, que foi indicado por sua bancada na quinta-feira, é tido como o favorito e, na conta dos peemedebistas, não deve receber menos do que cerca de 60 votos, apesar de ser alvo novamente de denúncias que o forçaram a renunciar à presidência da Casa em 2007.

Na ocasião, o senador foi acusado ter despesas pessoais custeadas por uma empreiteira. No fim da semana passada, a Procuradoria-Geral da República ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suspeita de que Renan teria apresentado notas frias para justificar sua renda e afastar as acusações de que teria sido custeado pela empreiteira.

"Essas denúncias são requentadas. O Renan construiu uma liderança dentro da bancada e fora dela", disse a jornalistas o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).

O nome de Taques foi apresentado por dissidentes da base aliada, que não concordam com a candidatura de Renan. Taques também conta com o reforço da oposição: na quinta-feira o PSDB declarou seu apoio à candidatura independente, que também é apoiada pelo DEM.

"O senador Renan pode até ser absolvido dessas denúncias", avaliou o tucano Aécio Neves (MG). "Mas, nesse momento, pensando na instituição, acho que teria sido melhor o aparecimento de um novo nome. Mas isso não ocorreu. Respeitamos a decisão interna do PMDB, mas ela não atende ao interesse, na nossa avaliação, do Senado neste instante e encaminhamos, portanto, o apoio ao senador Pedro Taques."

Ao discursar da tribuna do Senado, nesta sexta-feira, o líder da bancada do DEM na Casa, José Agripino (RN), defendeu a candidatura de Taques.

"O Poder Legislativo, que pelo regime democrático brasileiro tem poder preeminente, porque faz as leis, precisa se respeitar", disse Agripino.

"Entendo que neste momento o melhor intérprete, com maior autoridade, com conhecimento de causa, com maiores condições de respeitabilidade, sem demérito a ninguém, é o senador Pedro Taques", acrescentou.

(Por Maria Carolina Marcello)