Candidato ao comando da Câmara, Delgado defende volta do "orgulho" de ser deputado

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013 12:45 BRST
 

BRASÍLIA, 4 Fev (Reuters) - Candidato à presidência da Câmara, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), 46 anos, fez da melhoria da imagem da Câmara e do combate à "politicagem" o ponto central de seu discurso final, no plenário, momentos antes da eleição.

Em meio à disputa que tem como franco favorito Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Delgado insistiu que é hora de mudança na Casa e de acabar com a cultura do "candidato único", do rodízio das maiores bancadas na Presidência e com a hegemonia de um partido único --o PMDB passa, se confirmada a vitória de Alves, a presidir Câmara e Senado.

"A candidatura única não é a candidatura que permite o debate. Ela inibe o debate", disse o socialista, que estima ter 90 por cento dos votos de seu partido, que é da base de apoio do governo federal, que apoia Alves.

Delgado também falou na recuperação do respeito e "orgulho" do papel do deputado.

"Temos que vencer as práticas políticas que envergonham o Parlamento... combater a politicagem", disse o deputado, que relatou o processo de cassação de José Dirceu em 2005, em meio ao escândalo do mensalão.

Ao citar a presidente Dilma Rousseff, Delgado a chamou de "presidenta" e disse que, como ela, que afirmou não aceitar "toma lá dá cá", a Câmara também não precisa aceitar.

DEMANDAS PARLAMENTARES

Delgado também centrou seu discurso nas demandas dos deputados, desde a aprovação de emendas parlamentares livres, não carimbadas, à construção do anexo 5 e de gabinetes melhores para os parlamentares. Disse ainda ser solidário aos suplentes de deputados, que aguardam por vagas.

Ele insistiu que os parlamentares da Casa não podem ficar "de pires na mão".

(Reportagem de Ana Flor)