Disciplina do Itaú no 4o tri agrada; crédito deve acelerar
Por Aluísio Alves e Alberto Alerigi Jr.
SÃO PAULO, 5 Fev (Reuters) - O Itaú Unibanco agradou o mercado com o resultado do quarto trimestre, que mostrou redução dos calotes e controle de custos, evolução que deve pavimentar o caminho para maior oferta de crédito em 2013.
Mesmo com queda de 6,5 por cento no lucro recorrente ante mesmo período de 2011, a 3,5 bilhões de reais, o resultado do maior banco privado do país veio em linha com as previsões de analistas. O que chamou a atenção foi a melhora da qualidade dos ativos, diferentemente do que mostraram seus concorrentes.
O lucro líquido do Itaú no período, de 3,492 bilhões de reais, recuou 5,1 por cento na comparação anual, refletindo em parte o baixo crescimento do crédito, em um ano em que os bancos privados preferiram a moderação por conta do cenário de calotes elevados. No ano, o lucro do Itaú caiu 4,1 por cento em relação a 2011, a 14,04 bilhões de reais.
"2012 foi um ano desafiador para o mercado financeiro no Brasil, devido ao aumento da inadimplência", disse nesta terça-feira a jornalistas o presidente-executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal.
A carteira de empréstimos do Itaú, incluindo avais e fianças, fechou o ano em 426,6 bilhões de reais, expansão anual de 7,45 por cento. O número ficou abaixo da faixa estimativa do próprio banco para o ano, de alta de 9 a 10 por cento.
Foi um movimento semelhante ao realizado por seus concorrentes privados diretos, o Bradesco e o Santander Brasil, que exibiram crescimento abaixo do esperado de 11,5 por cento e 7,6 por cento de suas carteiras em 2012, respectivamente.
Mas ao contrário de seus concorrentes, o Itaú viu seu índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas há mais de 90 dias, recuar a 4,8 por cento no quarto trimestre, uma queda de 0,3 ponto ante o trimestre anterior e de 0,1 ponto ante o quarto trimestre de 2011.
"A boa notícia é que isso melhorou no final do ano, o que possibilitará aumentar o crédito em 2013", disse Setubal, prevendo uma alta de 11 a 14 por cento da carteira neste ano. Continuação...

