5 de Fevereiro de 2013 / às 23:29 / em 5 anos

Mantega: queremos estar "mais colados" ao preço do petróleo no exterior

BRASÍLIA, 5 Fev (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira a intenção de acompanhar mais de perto os preços do petróleo no exterior, embora tenha dito não parecer “oportuno falar de novo aumento” de combustíveis neste momento.

Na semana passada, a Petrobras anunciou o aumento do preço da gasolina na refinaria e do diesel numa manobra amplamente aguardada pelo mercado diante da defasagem dos valores dos combustíveis no país em relação às cotações internacionais.

“Queremos estar mais colados (ao preço do barril do petróleo no exterior)”, disse Mantega a jornalistas, acrescentando que o objetivo é que não haja prejuízo para a Petrobras pela defasagem de valores do petróleo e dos combustíveis.

“Estaremos atentos para que haja proximidade maior do aumento da gasolina em relação ao preço dos derivados (de petróleo)”, complementou.

Sobre a perda de valor dos papéis da Petrobras nesta terça-feira após a divulgação de mudança na distribuição de dividendos por parte da companhia, Mantega se limitou a dizer que essa é uma aplicação sujeita a variações.

“É renda variável, isso costuma acontecer, uma hora cai, vinha subindo há várias semanas, às vezes o fator é externo. Ontem (segunda-feira), as bolsas caíram no mundo todo, portanto, as ações também”, comentou.

As ações ordinárias da Petrobras caíram 8,29 por cento nesta terça-feira, no maior recuo diário do papel desde junho de 2012, um desempenho que levou o principal índice da Bovespa ao vermelho pelo segundo pregão seguido.

Questionado sobre se o governo terá perdas com a mudança na forma de distribuição dos dividendos da Petrobras, o ministro se recusou a falar sobre o assunto e disse que era um tema a ser tratado pela diretoria da empresa.

A Petrobras decidiu fazer uma distribuição diferenciada de dividendos prevendo uma economia de 3,5 bilhões de reais com a medida, após a divulgação do fraco resultado operacional no quarto trimestre. A estatal anunciou que pagará dividendo de 47 centavos de real para cada ação ordinária e de 96 centavos de real para cada ação preferencial.

BANCOS

Mantega também disse que se reuniu com dirigentes dos maiores bancos do país nesta terça-feira e foi informado que as instituições financeiras privadas pretendem ampliar a oferta de crédito em níveis superiores a 2012.

“A perspectiva dos bancos em 2013 será melhor. Eles estão dispostos a emprestar mais e, portanto, estão otimistas com a economia”, afirmou.

O ministro disse ainda que a oferta de empréstimos pelos bancos privados aumentou entre 7 por cento e 8 por cento no ano passado e que para 2013 essa expansão é projetada entre 12 por cento e 14 por cento.

Mantega comentou que a inadimplência precisa de maior oferta de empréstimos e financiamentos para recuar, que esse aumento deve ser feito de forma sustentável.

“Chega a hora em que inadimplência, para cair, precisa de crédito... (mas) não é (para ser) sangria desatada, soltando crédito de forma irrestrita, mas dentro da responsabilidade e que haja ligeira elevação do volume de crédito, isso vai dar impulso à economia.”

Nessa cruzada, ele disse que o spread bancário -diferença entre o custo de captação do banco e a taxa cobrada ao consumidor final- não é um obstáculo ao crescimento, mas que a dificuldade é o volume de crédito.

Reportagem de Luciana Otoni

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