Ataque em comício no Equador não teve motivação política, diz Correa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 09:42 BRST
 

Por Alexandra Valencia

QUITO, 6 Fev (Reuters) - Um ataque com arma branca que causou a morte de partidários do governo do Equador foi realizado por um homem sob influência de álcool e drogas e não teve motivações políticas, afirmou na terça-feira o presidente Rafael Correa.

O homem matou dois apoiadores de Correa e outros cinco ficaram feridos durante um comício de campanha na segunda-feira, a duas semanas da eleição presidencial, a qual se espera que o líder de esquerda ganhe com uma margem confortável.

"Não há nenhum indício de que isto tenha motivações políticas, mas que seja um indivíduo com demência temporária que começou a apunhalar todas as pessoas que se encontravam em seu caminho", afirmou Correa durante uma coletiva de imprensa em Quito. "As investigações demonstraram que o indivíduo estava sob efeito de álcool e drogas", acrescentou.

O agressor, um homem de 40 anos com antecedentes criminais e que passou um tempo em um centro de reabilitação de drogas, foi preso pouco depois do ataque e se encontra sob custódia policial.

Correa afirmou que cinco pessoas ficaram feridas, uma pessoa a mais que o número divulgado anteriormente pelas autoridades.

Incidentes desse tipo são muito raros nas campanhas eleitorais equatorianas, apesar da instável história política do país, onde presidentes já foram derrubados por manifestações nas ruas.

Correa, aliado do presidente socialistas venezuelano, Hugo Chávez, deve ganhar as eleições do dia 17 de fevereiro. As pesquisas dão a ele entre 50 e 60 por cento das intenções de voto, pelo menos 30 pontos percentuais à frente do seu rival mais próximo, Guillermo Lasso, um ex-banqueiro.

 
Presidente do Equador, Rafael Correa, fala com a imprensa durante coletiva, em Quito. Um ataque com arma branca que causou a morte de partidários do governo do Equador foi realizado por um homem sob influência de álcool e drogas e não teve motivações políticas, afirmou na terça-feira o presidente Rafael Correa. 06/02/2013 REUTERS/Gary Granja