Lideranças insatisfeitas podem ser foco de problemas para governo na Câmara

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 16:06 BRST
 

Por Ana Flor

BRASÍLIA, 6 Fev (Reuters) - O aumento do poder do PMDB no Congresso ampliará a margem de barganha do partido no governo este ano, mas esta não será a única dificuldade do Planalto, que enfrentará obstáculos com lideranças de partidos em tese aliados, mas cuja insatisfação ou ambições políticas podem criar problemas em votações consideradas chave para a presidente Dilma Rousseff.

Nos últimos dias, o PMDB se instalou no comando da Câmara dos Deputados, com Henrique Eduardo Alves (RN), e do Senado, com Renan Calheiros (AL), e elegeu um novo líder da bancada de deputados, Eduardo Cunha (RJ), cuja escolha, inicialmente, sofria resistências dentro do Executivo.

Mas o Planalto já teria "assimilado" a vitória de Cunha na disputa interna, segundo duas fontes governistas.

"Ele não causaria constrangimentos ao presidente da Casa (Alves), de quem é próximo", disse à Reuters um articulador do governo.

Uma fonte do Planalto lembrou que o próprio Alves, que até a semana passada ocupava a liderança do PMDB, não jogou com o governo em todos os momentos. A fonte reconhece, entretanto, que Cunha ainda é uma "incógnita".

"Mas isso faz parte do jogo democrático e partidário e a presidente entende isso", afirmou a fonte. "As outras opções não eram muito mais fáceis."

Com 80 deputados hoje, o PMDB, do vice-presidente da República Michel Temer foi um dos aliados mais fiéis em votações cruciais --em alguns momentos mais pacificado do que o próprio PT de Dilma.

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Um segurança caminha próximo à sede do Congresso Nacional em Brasília. O aumento do poder do PMDB no Congresso ampliará a margem de barganha do partido no governo este ano, mas esta não será a única dificuldade do Planalto, que enfrentará obstáculos com lideranças de partidos em tese aliados, mas cuja insatisfação ou ambições políticas podem criar problemas em votações consideradas chave para a presidente Dilma Rousseff. 5/12/2012 REUTERS/Ueslei Marcelino