BCE mantém taxa de juros, Draghi deve enfrentar questionamentos

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 12:15 BRST
 

Por Eva Kuehnen

FRANKFURT, 7 Fev (Reuters) - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, deverá ser questionado nesta quinta-feira sobre a sensibilidade da autoridade monetária à forte alta do euro e sua conexão com um escândalo bancário na Itália, depois de o BCE manter sua taxa básica de juros.

O BCE decidiu manter a taxa de juros na mínima recorde de 0,75 por cento nesta quinta-feira, pelo sétimo mês seguido, para avaliar se a recuperação econômica irá se concretizar neste ano ou se será prejudicada pela alta do euro.

Também manteve a taxa de juros sobre depósitos em 0 por cento e a de empréstimo em 1,50 por cento.

Embora não tenha adotado nenhuma ação de política monetária, o BCE e a Irlanda chegaram a um compromisso sobre uma longa disputa relativa ao custo do serviço do dinheiro emprestado para um banco, disse à Reuters uma fonte envolvida nas discussões.

O governo da Irlanda recorreu a uma legislação emergencial nesta quinta-feira para liquidar o Anglo Irish Bank como parte de um compromisso para evitar pagar 3,1 bilhões de euros por ano até 2023 pelo dinheiro que emprestou para o abco durante a quebra dos principais bancos irlandeses em 2008.

O presidente do BCE, Draghi, falará à imprensa as 11h30, horário de Brasília, na qual confirmará o acordo, mas deve enfrentar duras perguntas sobre outros assuntos.

Investidores vão tentar avaliar quanto o euro tem de subir para forçar o BCE a demonstrar preocupação ou reverter o curso da política monetária.

"Dados recentes não foram exclusivamente positivos", disse o economista do Citi Jurgen Michels. "E desde a última reunião o euro subiu assim como as taxas de mercado monetário de curto prazo, o que o BCE não pode ignorar completamente."   Continuação...

 
Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, chega à coletiva de imprensa mensal do BCE, em Frankfurt. Draghi deverá ser questionado sobre a sensibilidade da autoridade monetária à forte alta do euro e sua conexão com um escândalo bancário na Itália. 07/02/2013 REUTERS/Lisi Niesner