BCE diz que irá monitorar impacto da alta do euro

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 14:16 BRST
 

Por Eva Kuehnen

FRANKFURT, 7 Fev (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) vai monitorar o impacto do fortalecimento do euro na economia do bloco monetário, mas afirmou que essa não é uma meta de política e mostrou crescente confiança na região.

Depois de o BCE manter a taxa de juros na mínima recorde de 0,75 por cento nesta quinta-feira, o presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, afirmou que a taxa de câmbio está perto de sua média de longo prazo mas foi além do que muitos analistas esperavam.

"A apreciação é, de certa forma, um sinal de retorno da confiança no euro", disse Draghi na entrevista à imprensa. "A taxa de câmbio não é uma meta de política, mas é importante para o crescimento e a estabilidade de preços e certamente vamos querer ver se a apreciação é sustentada e vamos alterar a nossa avaliação de risco no que diz respeito à estabilidade de preços."

O euro atingiu uma máxima de 15 meses de 1,3711 dólar em 1º de fevereiro. Nesta quinta-feira, a moeda única continental era negociada abaixo desse nível.

O presidente francês, François Hollande, afirmou na terça-feira que a zona do euro tem que desenvolver uma política de taxa cambial para proteger a moeda de "movimentos irracionais".

"Desde a última reunião de política, a taxa de câmbio do euro subiu, assim como as taxas do mercado monetário de curto prazo, o que o BCE não pode ignorar completamente", disse o economista do Citi Jurgen Michels.

Mesmo que quisesse, os estatutos do BCE indicam que a entidade está mal equipada para se juntar a uma "corrida cambial para baixo".

Além disso, os principais bancos centrais do mundo estão ampliando seus portfólios através da impressão de dinheiro, ou ao menos não estão revertendo o curso, enquanto o portfólio do BCE está se apertando, parcialmente devido ao fato de os bancos estarem pagando antecipadamente o dinheiro que emprestaram no ano passado.   Continuação...

 
Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, chega à coletiva de imprensa mensal do BCE, em Frankfurt. 07/02/2013 REUTERS/Lisi Niesner