ENTREVISTA-Governo não permitirá dólar a R$1,85, diz Mantega

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 07:18 BRST
 

Em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,86 por cento, a maior taxa mensal em quase oito anos, acumulando em 12 meses alta 6,15 por cento, bem próximo do teto da meta oficial de 6,50 por cento.

"A projeção é que janeiro foi o pico. Eu não tenho projeção até dezembro, mas nos próximos meses ela (inflação) vai para baixo", disse o ministro.

A sua avaliação difere da manifestada pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que na manhã desta quinta-feira disse que a autoridade monetária está preocupada com a inflação no curto prazo, e que a inflação acumulada em 12 meses cairá apenas no segundo semestre.

Questionado sobre se a sua avaliação diverge da de Tombini, o ministro respondeu: "Por isso é que nós somos independentes, a opinião dele pode ser diferente da minha".

Mantega disse que espera para fevereiro uma inflação mais baixa em decorrência da contribuição da redução da tarifa de energia elétrica, que segundo ele, ficará entre 0,4 e 0,5 ponto percentual, além de recuo nos preços dos alimentos. Para o ano como um todo, ele disse esperar que a inflação fique inferior a 5,6 por cento.

RENTABILIDADE GARANTIDA

Com um tom mais cauteloso em relação ao crescimento econômico, Mantega disse esperar um melhor desempenho da economia este ano, mas salientou que a recuperação será gradual.

"A economia brasileira vem melhorando desde o segundo semestre do ano passado, gradualmente vem melhorando o nível de consumo, vem melhorando certos setores. Então, está em um processo gradual de recuperação".

Ele evitou falar em percentual de crescimento, embora venha dizendo que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) ficará entre 3 e 4 por cento este ano.   Continuação...

 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, concede entrevista à Reuters, em Brasília, nesta quinta-feira. 07/02/2013 REUTERS/Ueslei Marcelino